- Tropas norte-coreanas apoiaram a Rússia perto do fronte de guerra na Ucrânia e se deslocaram para a região de Kursk, com missão de desminado iniciada em agosto e duração de 120 dias.
- Durante a operação, nove membros da unidade morreram e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, anunciou condecorações para o 528.º Regimento de Engenheiros e para os combatentes caídos.
- Kim destacou que soldados escreviam cartas para suas comunidades durante os intervalos do desminado; imagens mostraram o líder abraçando soldados em cadeiras de rodas e consolando familiares.
- A região de Kursk foi descrita como zona de grande perigo que passou a segura em menos de três meses, segundo o discurso de Kim.
- Estimates de serviços de inteligência sul-coreanos apontam cerca de quinze mil soldados norte-coreanos deslocados desde outubro do ano passado, com aproximadamente dois mil óbitos; Pyongyang confirmou oficialmente a participação apenas em abril, após meses de silêncio.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciou que tropas enviadas à região de Kursk, na Rússia, realizaram tarefas de desminamento entre agosto e novembro deste ano. A operação durou 120 dias e resultou na morte de nove militares da unidade de engenheiros, segundo discurso oficial.
A missão integra o apoio militar de Pyongyang a Moscou, dentro de um acordo de defesa mútua firmado entre os dois países. Estima-se que cerca de 15 mil soldados norte-coreanos tenham sido deslocados para a frente ucraniano desde outubro do ano anterior, com aproximadamente 2 mil mortos segundo serviços de inteligência da Coreia do Sul.
Detalhes da cerimônia e honrarias
Kim Jong-un presidiu a cerimônia de retorno de uma unidade de engenheiros em Pyongyang, na praça da Casa de Cultura 25 de Abril. O líder mencionou condecorações ao 528º Regimento de Engenharia e aos combatentes caídos, destacando cartas escritas por soldados a comunidades natais durante os intervalos de desminado. As imagens mostraram o chefe supostamente abraçando soldados em cadeiras de rodas e consolando familiares.
Contexto da cooperação
A participação norte-coreana no conflito é cercada de segredo, com reconhecimento oficial tardio. Pequim e Moscou elogiaram a cooperação em encontros diplomáticos, incluindo uma reunião em Pequim e declarações de Putin durante visitas a Pyongyang. Analistas apontam que o acordo de 2024 incluiu assistência mútua em defesa, balística e áreas estratégicas.
Situação no terreno
Ao longo da operação em Kursk, autoridades russas informaram que a região migrara de uma zona de alto risco para área mais estável em menos de três meses, segundo o relato de Kim. Fotografias oficiais mostraram o esforço de desminado, bem como o impacto humano com famílias enlutadas e militares em situação crítica.
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