- Operação de resgate da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, realizada por forças especiais dos Estados Unidos com a Grey Bull Rescue Foundation, na Venezuela, durando quase dezesseis horas, em grande parte durante a noite.
- Machado partiu da costa venezuelana, encontrou-se com a equipe no mar e foi transferida para outra embarcação antes de seguir viagem.
- A missão foi considerada a mais arriscada e de maior repercussão já realizada pela equipe, devido à notoriedade de Machado e à presença de serviços de inteligência de diferentes países.
- Ela seguiu para Oslo para receber o Nobel, chegando poucas horas após a cerimônia; sua filha aceitou o prêmio em seu nome.
- Autoridades venezuelanas não comentaram; a embaixada dos Países Baixos em Caracas negou envolvimento; o líder da operação informou ter recebido financiamento de doadores anônimos e afirmou que houve comunicação com militares norte-americanos para evitar confrontos.
O resgate de María Corina Machado, ganhadora do Nobel da Paz, ocorreu após uma operação de quase 16 horas, durante a noite, em águas agitadas. A missão envolveu uma equipe de operações especiais e a Grey Bull Rescue Foundation. A dupla encontrava-se no mar, se transferindo entre embarcações rumo a um ponto de encontro.
Machado estava exilada na Venezuela devido à repressão ao dissenso. A operação foi carregada de riscos pela notoriedade da vencedora e pelo interesse de diversos serviços de inteligência que a buscavam há meses. A decisão de transferência envolveu várias etapas, com a artista embarcando em uma segunda embarcação na noite de terça-feira.
Detalhes da operação
Segundo Bryan Stern, fundador da Grey Bull Rescue Foundation, a operação foi a mais complexa já realizada pela organização. Stern destacou que o resgate ocorreu em grande parte no meio da noite, com o barco de origem venezuelana e outra embarcação para a retirada final.
A trajetória seguiu com a chegada à costa na manhã de quarta-feira, permitindo o embarque de Machado em direção a Oslo, na Noruega, para a cerimônia do Nobel. O trajeto incluiu uma escala em Bangor, nos EUA, conforme dados de rastreamento de voos.
A Embaixada holandesa em Caracas, responsável por Aruba, Bonaire e Curaçao, informou não ter envolvimento na operação. A caminho de Oslo, Machado recebeu apoio de parte da comunidade venezuelana e chegou ao Grand Hotel para a cerimônia.
Machado aceitou a entrega do prêmio em Oslo pela filha, que a substituiu na ocasião. A primeira aparição pública da vencedora, em quase um ano, ocorreu após o longo período de clandestinidade.
Desdobramentos
A exilada retornaria a um país ainda sob tensão política. Ela havia indicado ter recebido apoio de autoridades americanas, mas sem detalhar o envolvimento direto. A equipe de resgate não confirmou oficialmente participação da Grey Bull.
Stern afirmou que a operação foi financiada por doadores anônimos e que houve comunicação com militares americanos para evitar confrontos na região. O dream de retorno a Venezuela permanece incerto.
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