- O advogado de Donald Trump, Martin De Luca, disse que o Brasil pode sofrer medidas caso o presidente Lula vete o projeto da dosimetria.
- A proposta prevê rever penas de condenados pelos fatos de oito de janeiro de dois mil e vinte e três e por tentativa de golpe após as eleições de dois mil e vinte e dois, podendo favorecer Jair Bolsonaro.
- O Senado aprovou o projeto na semana passada; no dia seguinte, Lula disse que iria vetar.
- De Luca publicou no X, ironizando o “golpe da Disney” e mencionando o subsecretário de Estado, Christopher Landau.
- O Departamento do Tesouro citou a aprovação na Câmara como justificativa para a retirada de sanções; mesmo assim, cerca de 22 por cento das exportações brasileiras aos EUA continuam sujeitas a tarifas, segundo Geraldo Alckmin.
O advogado Martin De Luca, representante de Donald Trump, sugeriu que os EUA adotem medidas contra o Brasil caso o presidente Lula vete a lei da dosimetria. A proposta, aprovada pelo Senado recentemente, prevê revisar penas ligadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023 e a acusações de tentativa de golpe após as eleições de 2022. Lula informou que deve vetar o projeto.
De Luca publicou a mensagem em plataformas de rede social, insinuando que o veto abriria espaço para novas ações dos EUA. O comentário mencionou o que chamou de “golpe da Disney” como referência às acusações sem fundamentação, ligando a situação a um cenário político internacional.
Contexto e desdobramentos. O governo dos EUA, por meio do subsecretário de Estado Christopher Landau, havia elogiado a aprovação do projeto na Câmara, segundo relatos da imprensa. O Departamento do Tesouro citou a aprovação na Câmara como motivação para revisões em sanções previamente discutidas.
O Senado brasileiro aprovou o texto da dosimetria após críticas a punições de atos anteriores. Em novembro, a gestão Trump havia retirado tarifas de 50% sobre alguns produtos brasileiros, entre eles carnes e café, como parte de uma estratégia de cooperação econômica.
Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, indústrias, Comércio e Serviços, informou que cerca de 22% das exportações do Brasil aos EUA ainda permanecem sujeitas a tarifas. O ministro mencionou que a tramitação no STF envolvendo Bolsonaro foi citada como justificativa para as sanções.
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