- China e Rússia manifestaram apoio a Venezuela em meio à operação dos EUA que bloqueou navios-tanque sancionados pelo petróleo venezuelano.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pedir que Nicolás Maduro deixe o poder e afirmou que manterá ou venderá o petróleo apreendido.
- Após o anúncio do bloqueio, a atividade nos portos venezuelanos desacelerou e muitos carregamentos permanecem nos navios, com queda de exportações.
- Um supertanque Centuries, ligado à frota sombria da Venezuela, foi interceptado pela guarda costeira dos EUA, enquanto a China contesta sanções unilaterais e afirma direito de desenvolver relações externas.
- O cargueiro vazio Bella 1 ficou à deriva no Atlântico, norte do Caribe, após tentativa de interceptação dos EUA; não houve abordagem a bordo.
China e Rússia manifestaram apoio a Venezuela enquanto EUA intensificam pressão sobre Maduro
O governo venezuelano enfrenta um cerco de navios petroleiros sancionados e o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu novamente a saída de Nicolás Maduro do poder. Trump afirmou que manteria ou vendaria o petróleo apreendido recentemente, sem detalhar planos.
Tanto a China quanto a Rússia emitiram sinal de respaldo a Caracas diante das medidas norte-americanas. Pequim classificou a apreensão de navios como violação do direito internacional, enquanto Moscou reiterou apoio à liderança e ao povo venezuelanos frente ao que chamou de escalada desestabilizadora.
Apoio internacional e contexto
A China destacou que Venezuela tem direito a manter relações com outros países e condenou sanções unilaterais, afirmando que são contrárias ao direito internacional. A estatal chinesa enfatizou a oposição a intervenções externas não autorizadas.
A Rússia, por meio de seu ministério das Relações Exteriores, expressou preocupação com a escalada no Caribe e afirmou solidariedade à Venezuela. O governo russo ressaltou manter o apoio à liderança e ao povo venezuelanos.
Situação dos navios e respostas dos EUA
Relatórios da Reuters indicam que a atividade portuária venezuelana desacelerou, com navios carregando petróleo entre portos internos e uma redução no transporte para fora do país. O frete aliou-se a descontos e mudanças contratuais para viagens mais arriscadas.
A embarcação Centuries, flagada pela Panamense, foi interceptada próximo à costa venezuelana, segundo informações do governo panamenho. A guarda costeira dos EUA informou que o navio não havia sido abordado, e que a embarcação transportava óleo sancionado.
O governo americano mantém que o petróleo extraído na Venezuela é utilizado para financiar atividades ilícitas, enquanto executa ações contra navios vinculados a redes de tráfico de drogas. Caracas acusa Washington de pirataria internacional.
Reações em Caracas e Moscou
Nicolás Maduro criticou as últimas ações dos EUA, dizendo que o presidente americano deveria priorizar questões internas. O tono oficial em Caracas permanece de defesa da soberania e rejeição a medidas externas que, segundo o governo venezuelano, visam derrubar o regime.
Os países envolvidos prometeram continuar monitorando a situação e buscar soluções diplomáticas, mantendo o foco na proteção de interesses econômicos e da segurança marítima na região.
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