- EUA firmaram acordos de segurança com Paraguai, Equador, Peru e Trinidad e Tobago, incluindo acesso a aeroportos e implantação temporária de tropas para operações conjuntas contra narcoterroristas.
- As ações são apresentadas como parte da “guerra às drogas”, porém analistas veem escalada da presença militar dos EUA na região.
- Além desses acordos, já havia acordos com Guyana, República Dominicana e Panamá; Venezuela acusa risco de desestabilizar a região.
- Especialistas descrevem a estratégia como “gunboat diplomacy on steroids”, com foco em criar uma rede de bases para sustentar possíveis operações.
- Maduro pediu aos líderes da região que resistam, citando tensões com Washington após ações militares no Caribe e no Pacífico.
Nos últimos dias, os Estados Unidos assinaram acordos de segurança com Paraguai, Equador, Peru e Trinidad e Tobago para ampliar a presença militar na região. As medidas incluem acesso a aeroportos e a implantação temporária de tropas para operações conjuntas contra narcoterroristas, sob a justificativa da chamada guerra às drogas.
Paraguai autorizou operações conjuntas e acesso a bases, enquanto o Equador recebeu tropas temporárias para atividades específicas. No Peru, o parlamento aprovou autorizar pessoal militar e de inteligência americano a atuar armado no país, a pedido da Casa Branca. Trinidad e Tobago permitiu infraestrutura estratégica, incluindo acesso a aeroportos e radar.
Especialistas veem os acordos como uma escalada na presença norte-americana na América Latina, num momento de tensões com Venezuela. Analistas ressaltam que a estratégia pode ter como objetivo fortalecer capacidades logísticas para eventuais operações regionais.
Nicolás Maduro, da Venezuela, acusou a administração Trump de destabilizar toda a região. Em carta a líderes da região, oえる presidente venezuelano afirmou que a escalada de agressões pode ter efeitos além das fronteiras do país.
A imprensa descreve a tendência como uma expansão da presença militar sob o rótulo de combate ao narcotráfico. Observadores destacam que essas ações coincidem com iniciativas já em curso na região, incluindo acordos existentes e bases dos EUA na área do Caribe.
John Walsh, da Washington Office on Latin America, classifica a estratégia como “diplomacia de canhão reforçada”. Segundo ele, a rede de localizações pode sustentar operações futuras, caso haja interesse norte-americano de atuação regional.
Paraguai não é considerado centro relevante de produção ou distribuição de drogas, segundo análises, o que levanta dúvidas sobre o foco preciso dessas parcerias. Consultados, analistas apontam que a motivação envolve segurança nacional dos EUA e influência regional.
Entre governos da região, há reações mistas. Trinidad e Tobago destacou a cooperação como defesa necessária, enquanto a Venezuela sinalizou retaliações diante do acordo com o vizinho caribenho. O assunto segue sob escrutínio internacional.
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