- A Venezuela avisou que responderá a Trinidad e Tobago caso o país ceda território aos Estados Unidos para um ataque contra a Venezuela.
- O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, afirmou que há uso do território de Trindade e Tobago contra a Venezuela e que a nação vizinha não estaria de acordo com isso.
- A primeira-ministra de Trindade e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, disse que a melhor defesa é a cooperação militar com os EUA.
- Os EUA instalaram radares em Tobago e destacaram fuzileiros navais na ilha; aviões militares norte-americanos passam pelos aeroportos locais.
- A secretária-geral da Caricom, Carla Barnett, pediu unidade entre os 15 membros diante de tensões regionais e pressões externas.
O governo venezuelano avisou Trindade e Tobago de que vai responder caso o país ceda território aos Estados Unidos para ataques à Venezuela. A ameaça foi feita nesta segunda-feira (22) pelo ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello. A declaração ocorreu numa conjuntura de tensões na região.
Segundo Cabello, já há uso do território de Trindade e Tobago contra a Venezuela, o que ele diz não refletir a posição da maioria do povo vizinho. O ministro ressaltou que a Venezuela não busca conflito, mas não deixará de reagir para evitar ataques.
Na resposta política, a primeira-ministra de Trindade e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, defendeu a cooperação militar com os EUA como defesa essencial do país. Ela afirmou que não há intenção de entrar em guerra, mas que a proteção do povo é prioridade.
Configuração regional e cooperação
Os EUA instalaram radares na ilha de Tobago e destacam-se fuzileiros navais na região. Aviões americanos também têm livre uso de aeroportos locais, o que reforça a presença militar norte-americana no Caribe.
A secretária-geral da Caricom, Carla Barnett, pediu unidade entre os 15 membros da organização diante de pressões geopolíticas. A tensão envolve Trindade e Tobago, Antígua e Barbuda e a Venezuela, com diferentes posturas sobre o papel dos EUA.
Caricom tem enfrentado divisões públicas sobre a melhor resposta à crise regional. Enquanto TT e Guiana apoiam a linha dos EUA, outros membros permanecem mais cautelosos, destacando possíveis impactos para a região.
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