- Netanyahu viajará aos EUA para encontro com Donald Trump no resort Mar-a-Lago, em Florida, na segunda-feira à noite.
- A pauta inclui a fase dois do plano de Trump para Gaza e a implementação do cessar-fogo que encerrou a guerra de dois anos.
- Washington tem mostrado frustração com o ritmo do acordo e discute a criação de uma autoridade palestina tecnocrática e a possível presença de uma força internacional de estabilização.
- Existem temores de novas ofensivas de Israel contra Hezbollah no Líbano ou contra o Irã, o que poderia agravar a instabilidade regional.
- A reunião ocorre em meio a expectativas sobre eleições em Israel dentro de menos de dez meses e a necessidade de manter apoio americano para a estratégia de segurança regional.
Benjamin Netanyahu viaja aos EUA para reunião com Donald Trump no Mar-a-Lago, na Flórida, nesta segunda-feira, em meio a preocupações de novas ofensivas israelenses na região. O encontro visa discutir a segunda fase do plano de paz de Trump e o ritmo do cessar-fogo em Gaza.
O premiê israelense deixou Israel no fim de semana para cumprir a quinta viagem ao presidente americano neste ano. A pauta envolve a continuidade da trégua em Gaza, a possibilidade de avanço da fase 2 e a atuação de forças stabilizadoras internacionais.
Analistas destacam que Washington já demonstrou impaciência com a implementação do acordo. Além de Gaza, o tema inclui a possibilidade de ações contra o Hezbollah no Líbano e contestação ao acordo com o Irã, segundo relatos de fontes próximas aos debates.
Segundo especialistas, a fase 2 do plano prevê a criação de uma autoridade palestina tecnocrática e a atuação de uma força internacional de estabilização. A composição dessa autoridade pode ser anunciada em janeiro, conforme informações de órgãos norte-americanos.
Em Gaza, mais de 70 mil palestinos morreram no conflito desde o início da guerra em 2023; a população enfrenta deslocamento e condições precárias. As chuvas e o frio agravam a crise humanitária na região.
Do lado israelense, há receios sobre a continuidade do controle de 53% de Gaza e sobre a passagem de ajuda humanitária ao território. O governo de Netanyahu busca manter vantagem estratégica frente a potenciais adversários regionais.
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