- O presidente Vladimir Putin disse a Donald Trump que a Rússia reavaliaria sua posição nas negociações de paz após a alegação de ataque com drones à residência presidencial no norte da Rússia.
- O Kremlin informou que Putin foi informado a partir de Trump e dos assessores sobre as negociações entre Estados Unidos e Ucrânia.
- Yuri Ushakov afirmou que, segundo os americanos, os EUA pressionavam por passos reais de Kyiv para um acordo final, não apenas por um cessar-fogo temporário.
- A Rússia teme que as propostas da Ucrânia aos norte-americanos sejam interpretadas de forma ampla demais por Kyiv.
- O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que a alegação de ataque é fabrication destinada a justificar novos ataques contra a Ucrânia e a recusa da Rússia em tomar medidas para acabar com a guerra.
O presidente Vladimir Putin informou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que a Rússia revisará sua posição nas negociações de paz após o que Moscou descreveu como ataque de drones ucranianos à residência presidencial, em Novgorod, segundo o Kremlin. A comunicação ocorreu em 29 de dezembro, em Moscou.
O assessor de Política Externa do Kremlin, Yuri Ushakov, disse que Putin e Trump conversaram na segunda-feira. Segundo Ushakov, os norte-americanos teriam pressionado Kyiv a adotar passos concretos para um acordo final, sem se apoiar apenas em um cessar-fogo temporário.
Ushakov afirmou que a Rússia teme que as propostas apresentadas pela Ucrânia aos EUA possam ser interpretadas de forma ampla por Kyiv. Trump teria ficado surpreso com a informação sobre o suposto ataque, segundo o Kremlin.
A agência russa reiterou a acusação de que a residência presidencial foi alvo de 91 drones, enquanto a Ucrânia negou a autoria e chamou a alegação de mentira, alegando que busca justificar novos ataques à Ucrânia e à recusa de Moscou em avançar para a paz.
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