- Tornozeleira eletrônica do ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, foi localizada no Terminal de Ônibus de Cidade do Leste, Paraguai, na fronteira com o Brasil.
- A localização ocorreu após cooperação entre autoridades paraguaias e brasileiras, com acionamento do Comando Tripartite para apuração.
- O equipamento, registrado em nome de uma empresa brasileira e homologado pela Anatel, foi encontrado por policiais da 3ª Delegacia do bairro Obrero.
- Vasques havia sido preso no dia 25 de dezembro no Aeroporto de Assunção, tentando entrar no Paraguai sem declarar a chegada e com mandado de prisão em aberto no Brasil; ele deixou documentos falsos e alegou problemas de saúde.
- Ele já havia sido condenado pelo STF a 24 anos e 6 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022; anteriormente, também foi condenado pela Justiça Federal por uso da PRF com fins políticos na campanha de 2022.
O dispositivo eletrônico foi localizado nesta segunda-feira no Terminal de Ônibus de Cidade do Leste, no Paraguai, na fronteira com o Brasil. A tornozeleira pertence a Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, e foi achada após cooperação entre autoridades paraguaias e brasileiras. A localização ocorreu durante operação de rotina.
Policiais da 3ª Delegacia do bairro Obrero encontraram o equipamento, registrado em nome de uma empresa de tecnologia brasileira e homologado pela Anatel. Eles acionaram o Comando Tripartite para apurar o caso e encaminhar as informações às autoridades competentes, dentro dos procedimentos de monitoramento de pessoas com medidas cautelares.
Silvinei Vasques já havia sido preso no Paraguai no dia 25 de dezembro, no Aeroporto Silvio Pettirossi, em Assunção, por tentar entrar no país sem declarar a viagem. Ele foi expulso por descumprimento de normas migratórias; tentou fugir com documentos falsos, sob o nome Julio Eduardo, e apresentou supostos problemas de saúde para justificar comunicação limitada.
Contexto e desdobramentos
A polícia paraguaia identificou a fraude documental por meio de comparação de fotos, digitais e dados do documento apresentado. Vasques admitiu que os documentos não eram legítimos, indicando intenção de fuga. Ele já acumula condenações em tribunais brasileiros por envolvimento em ações ligadas a golpes eleitorais e uso indevido da PRF.
Segundo a PF, a fuga começou na véspera de Natal, 24 de dezembro, quando Vasques deixou São José, Santa Catarina, em veículo alugado. Ele levou animais e pertences, inclusive um cachorro da raça pitbull, e não foi mais visto pela equipe de buscas. A tornozeleira rompida também foi confirmada pelas autoridades catarinenses.
O STF manteve Vasques sob prisão, com decisão de Alexandre de Moraes. A avaliação aponta fuga planejada para driblar ordens judiciais, com a utilização de um veículo alugado e violação do recolhimento noturno. A situação continua sob investigação pelas autoridades brasileiras e paraguaias.
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