- O senador Sheldon Whitehouse, exofício no conselho do Kennedy Center, mantém investigação sobre suposto clientelismo, má gestão e corrupção na instituição sob a gestão de Richard Grenell, com acusações de beneficiar aliados de Trump.
- Na quinta-feira, a assessora de imprensa da Casa Branca disse que o conselho votou, de forma unânime, pela renomeação do Kennedy Center para Trump-Kennedy Center; na prática, a fachada ganhou novas letras.
- As apurações apontam que o Kennedy Center operaria como fundo de desvio para grupos ligados à administração Trump, incluindo a concessão de uso gratuito do campus da World Cup para a FIFA, gerando perdas estimadas de mais de US$ cinco milhões.
- Grupos conservadores teriam recebido descontos significativos em contratos e houve pagamentos a pessoas próximas a Grenell, além de gastos com hospitalidade de luxo para staff e aliados.
- Grenell rebate as acusações, dizendo que há financiamento de terceiros e ajustes necessários; Whitehouse sustenta que falta documentação e que o uso público da instituição para benefício de aliados não é aceitável.
O Kennedy Center enfrenta uma crise de governança após a mudança na liderança, consolidando a presença de aliados de Donald Trump. A remodelação envolve nomeação de novos dirigentes e revisões de contratos, ações vistas como parte de uma estratégia para ampliar o papel político do centro cultural.
O senador Sheldon Whitehouse, membro ex-officio do conselho, lidera investigações sobre supostas crônicas de favorecimento e gestão financeira inadequada. Relatórios obtidos apontam uso de recursos públicos por meio de ligações com aliados de Trump, com impactos financeiros significativos para o centro.
O episódio remonta a fevereiro, quando Trump substituiu membros do conselho indicados pelo governo anterior e colocou Richard Grenell na presidência. A mudança é acompanhada de críticas quanto à orientação do centro e aos seus rumos artísticos e financeiros.
Investigações e acusações
Em novembro, Whitehouse abriu apuração formal sobre cronyismo, má gestão e possível corrupção. Documentos indicam que o Kennedy Center atua como espaço para beneficiar organizações ligadas ao governo Trump, gerando perdas estimadas e distorção de misión institucional.
Segundo a investigação, contratos com grupos conservadores receberam descontos e benefícios não usuais. Ainda há apontamentos sobre uso de recursos para eventos de aliados políticos, com impactos nas finanças do centro e na programação.
Custos, contratos e controvérsias
Entre abril e julho, o Centro pagou por serviços e hospedagem de alto custo, com despesas associadas a hóspedes e refeições de dirigentes e assessores ligados a Grenell. A soma dessas despesas é apresentada como não conectada a atividades oficiais de captação.
Outro ponto da apuração envolve a cessão gratuita ou com desconto de uso para eventos internacionais, como a Copa do Mundo de Futebol, o que teria gerado prejuízos de milhões de dólares segundo estimativas da comissão. Grenell rebate, dizendo que o acordo incluiu receitas de patrocinadores e cobertura de despesas.
A defesa de Grenell sustenta que a situação financeira decorre de falhas administrativas anteriores e que a equipe atual está ajustando as contas. Whitehouse sustenta que não há evidência documental suficiente para amparar essa versão.
A investigação do Congresso permanece em curso. Whitehouse afirma que a ampliação da fiscalização continua até esclarecer a extensão do problema e as responsabilidades envolvidas. O Kennedy Center continua no centro de debates sobre financiamento público e gestão cultural.
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