- Líderes empresariais e figuras públicas assinam carta pedindo uma comissão real federal sobre antissemitismo, radicalismo e os eventos que antecederam o ataque de Bondi.
- Mais de 120 signatários: ex-governadores do Banco da Austrália Philip Lowe e Glenn Stevens, o bilionário James Packer e o ex-CEO da Telstra, entre outros.
- O primeiro-ministro segue resistência à criação de uma comissão real nacional; governo trabalhista optou por uma revisão liderada por Dennis Richardson sobre as respostas de inteligência e fiscalização.
- Católicos australianos também apoiam uma investigação mais ampla; o arcebispo de Perth, Timothy Costelloe, afirma necessidade de abordar as raízes do antissemitismo.
- NSW anunciará uma comissão real estadual com cooperação federal, em linha com o movimento para uma apuração mais ampla.
O governo australiano enfrenta pressões para ampliar a investigação sobre o ataque de Bondi, em dezembro, com líderes empresariais e figuras religiosas pedindo uma comissão real federal que trate de antisemitismo, radicalismo e dos eventos que antecederam o atentado. Além disso, líderes católicos australianos sinalizam apoio a uma apuração mais ampla, enquanto a NSW planeja uma comissão real estadual com cooperação federal.
Mais de 120 signatários assinam a carta aberta, incluindo ex-governadores do Banco da Austrália Philip Lowe e Glenn Stevens, o bilionário James Packer, além de ex-diretores de empresas, esportistas e acadêmicos. O grupo defende soluções práticas para restaurar coesão social e a segurança de todos os cidadãos.
Signatários e apoio público
O conjunto de signatários abrange nomes de grande peso no setor financeiro e empresarial, além de personalidades públicas. A carta reforça a ideia de que não há espaço para tolerar assédio ou violência contra a comunidade judaica desde outubro de 2023, quando houve a escalada de ataques ligados ao conflito no Oriente Médio.
Apoio da Igreja Católica
O presidente da Conferência dos Bispos Católicos Australianos, arcebispo Timothy Costelloe, afirma que a revisão de Richardson é importante, mas há necessidade de uma auditoria nacional mais ampla. Ele destaca o combate às raízes do antissemitismo como parte do objetivo de prevenção a ataques futuros.
Comissão real na NSW
O governo de Nova Gales do Sul anunciou a criação de uma comissão real estadual, com cooperação de autoridades federais. A ação busca investigar, de forma independente, as falhas de resposta e possíveis fatores que contribuíram para o ataque em Bondi, com participação do governo federal.
Contexto político e próximos passos
O premier federal permanece resistente a uma comissão real nacional, mantendo a revisão liderada por Dennis Richardson como resposta primária. O governo federal afirma que há cooperação com Estados em ações de segurança, e que a avaliação de especialistas aponta caminhos para aperfeiçoar a resposta institucional.
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