- Pelo menos 87 pessoas detidas nos protestos pós-eleitorais de 2024 na Venezuela foram libertadas nesta quinta-feira, 1 de janeiro, segundo o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos e o Comitê de Mães em Defesa da Verdade; porém continuam sob julgamento e medidas cautelares, sem liberdade plena.
- As eleições de 2024 resultaram em 28 mortes e cerca de 2.400 prisões, após a oposição denunciar fraude e confirmar a vitória de Edmundo González Urrutia, apoiado pela líder opositora María Corina Machado.
- As libertações ocorrem em meio a pressão internacional, com ações dos Estados Unidos no Caribe, fechamento informal do espaço aéreo venezuelano e apreensão de navios-petroleiros sancionados nas proximidades dos portos.
- Além de Tocorón, a Foro Penal aponta que houve transferência de dois presos políticos para Rodeo I, no estado de Miranda, na madrugada de 1º de janeiro; também houve detenções de líderes sindicais José Elías Torres e Nicmer Evans, que teriam ocorrido recentemente.
- Estima-se que ainda haja mais de 700 detidos por motivos políticos no país; opositores acusam as libertações de serem seletivas e usadas como estratégia de porta giratória, sem garantia de verdade.
Mais de 80 presos em protestos pós-eleitorais são libertados na Venezuela, segundo ONGs. Famílias de detidos disseram ter visto novas liberações na manhã desta quinta (1º) na prisão de Tocorón, em Aragua. As informações foram repassadas por organizações não governamentais.
Segundo o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (Clippve), o grupo libertado neste 1º de janeiro soma 87 pessoas. Elas não possuem liberdade plena, pois seguem em julgamento ou sob medidas cautelares, conforme relato da ONG. O Clippve reforça a necessidade de Anistia Geral para libertação total.
As eleições de 2024, cuja vitória de Nicolás Maduro foi contestada pela oposição, geraram protestos com saldo de 28 mortes e 2.400 prisões. A Justiça venezuelana já havia libertado mais de 2.000 detidos desde então, segundo registros oficiais. O governo diz ter agido para restabelecer a ordem.
Contexto e desdobramentos
A libertação divulgada coincide com pressão externa, principalmente dos Estados Unidos, que reforçou medidas no Caribe e intensificou ações contra navios vinculados a sanções perto de portos venezuelanos. A oposição vê as libertações como manobra de “porta giratória”, com detidos que entram e saem conforme o interesse do governo.
A Foro Penal, que defende muitos dos detidos, aponta que dois dos libertados na manhã de 1º de janeiro são presos políticos da prisão de Rodeo I, em Miranda, transferidos de serviço público na madrugada de hoje. Testemunhas indicam que houve deslocamento em ônibus às primeiras horas.
Outras detenções recentes incluem lideranças de oposição e sindicatos, incluindo José Elías Torres, do movente estrutural de trabalhadores, e Nicmer Evans, diretor de um portal de notícias. Famílias relatam desaparecimentos forçados antes de eventual liberação.
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