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Venezuela liberta 88 detidos após protestos pós-eleições

Governo venezuelano libera 88 detidos após protestos, somando 187 liberados em duas semanas, sob pressão dos EUA

A woman arranges photographs of political prisoners during a protest called “Christmas Without Political Prisoners,” demanding their release after the disputed 2024 presidential elections as U.S. President Donald Trump’s administration increases pressure on Nicolas Maduro’s government, in Caracas, Venezuela, December 14, 2025.
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  • O governo da Venezuela liberou 88 pessoas detidas após os protestos pós-eleição de julho de 2024, totalizando 187 liberados em duas semanas.
  • A nova libertação ocorreu em 1º de janeiro, somando-se aos 99 libertados em 26 de dezembro, segundo o governo.
  • O grupo de ONGs Comitê pela Liberdade de Prisioneiros Políticos informou ter verificado, pelo menos, 55 libertações, com a maioria saindo do presídio de Tocorón.
  • ONGs questionam os números oficiais, enquanto entidades internacionais observam pressão dos EUA sobre o governo de Nicolás Maduro.
  • O governo afirma que as liberdades fazem parte de uma revisão de casos ordenada pelo presidente Maduro, e que não há prisões políticas, apenas políticos detidos por suposta tentativa de destabilização.

Em 1º de janeiro, a Venezuela libertou 88 pessoas detidas após os protestos que se seguiram à eleição de julho de 2024, marcando a segunda liberação em duas semanas. Ao todo, são 187 pessoas liberadas nesse intervalo, segundo o governo.

O governo afirmou que as ações integram um processo de revisão de casos ordenado pelo presidente Nicolas Maduro. A liberação ocorreu principalmente no presídio de Tocorón, no centro do país, segundo informações oficiais.

A ONG Comitê pela Liberdade de Prisioneiros Políticos disse ter verificado a libertação de pelo menos 55 presos, com a maioria saindo de Tocorón. Outras organizações não governamentais questionaram os números oficiais.

ONGs questionam números

As entidades independentes discordam da dimensão da liberação apresentada pelo governo. Estima-se que ainda haja cerca de 900 presos políticos detidos, incluindo opositores presos antes da eleição.

O governo venezuelano mantém a posição de que não há presos políticos, argumentando que os detidos buscavam desestabilizar o país. A nova liberação ocorre sob pressão externa, especialmente dos Estados Unidos.

Contexto internacional

A administração do presidente dos EUA vem aumentando a pressão sobre Maduro. Washington destacou ações militares em operações ligadas a drogas na região e medidas contra navios petroleiros venezuelanos.

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