- Protestos no Irã completam sexto dia, com pontos em Teerã e Isfahan; pelo menos sete pessoas morreram até o momento.
- O custo da crise é agravado pela queda da moeda, com o rial registrando queda acentuada frente ao dólar.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou intervir se o Irã matar manifestantes, dizendo que os americanos viriam em resgate.
- O adviser Ali Shamkhani afirmou que intervenção externa seria linha vermelha e prometeu resposta regretável em caso de aproximação militar.
- O secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, acusou EUA e Israel de apoio aos protestos e alertou sobre destabilização regional se houver intervenção.
Donald Trump ameaçou intervir na Turquia? Não: no Irã. Em postagem pública nesta sexta, o ex-presidente afirmou que, se o governo iraniano matar manifestantes, os EUA viriam para “resgatá-los”. A declaração elevou o tom de uma tensão já alta entre os dois países.
Os protestos no Irã chegam ao sexto dia, com o maior nível desde 2022, quando Mahsa Amini desencadeou as demonstrações. A queda da moeda ampliou a crise econômica e acirrou a pressão popular contra o governo. Ao menos sete pessoas morreram, entre elas um voluntário da Basij.
Os relatos indicam uso de força policial para conter as manifestações, com vídeos de confrontos e relatos de disparos. Manifestantes invocam insatisfação econômica, corrupção e gestão governamental, e ocorreram segundo relatos em Teerã e outras cidades como Isfahan.
Reação de autoridades iranianas e contexto regional
Ali Shamkhani, assessor do guia supremo, disse que qualquer intervenção estrangeira cruzaria uma linha vermelha e prometeu resposta contundente. O secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, acusou EUA e Israel de participação nos protestos.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, buscou uma abordagem menos confrontativa, anunciando abertura para ouvir liderança estudantil e de protesto. Mesmo assim, o governo sinalizou endurecimento frente a o que classifica como interferência externa.
As autoridades também destacaram que o Irã não está enriquecendo urânio no momento e afirmaram estar aberto a negociações com o Ocidente. O objetivo, segundo o governo, é evitar desestabilização regional e proteger interesses nacionais.
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