- BBC chegou a um acordo com a família Horenstein, sobrevivente aos ataques de Hamas em 7 de outubro no sul de Israel, após a equipe filmar dentro da casa destruída.
- A crew, incluindo o correspondente sênior Jeremy Bowen, entrou na residência dias após o ataque sem consentimento.
- A BBC teria pago cerca de £28.000 à família como parte do acordo.
- A família afirmou que a segunda entrada foi descrita como “intrusão” adicional que tirou o que ainda lhes restava de controle.
- Os ataques de Hamas em 7 de outubro desencadearam uma guerra em Gaza, em meio a outras controvérsias editoriais envolvendo a emissora.
A BBC fechou um acordo com a família Horenstein, sobrevivente dos ataques de Hamas em 7 de outubro no sul de Israel, após uma equipe de notícias ter filmado dentro da casa destruída. O acordo envolve o pagamento de cerca de £28.000, segundo informações divulgadas pela Jewish News.
A família afirma que a equipe chegou à casa dias após o ataque, sem consentimento. Tzeela e Simon Horenstein, que estavam com dois filhos pequenos, descrevem a segunda invasão como ainda mais prejudicial, acusando a equipe de filmar “como uma arma” sem autorização.
A BBC confirmou o acordo e frisou que não comenta questões legais específicas. A família diz ter perdido o controle sobre a própria casa, que ficou totalmente destruída.
Detalhes do acordo e acusações
Conforme a imprensa, o pagamento total é de cerca de £28.000. A reportagem envolve a participação do correspondente sênior Jeremy Bowen, entre outros membros da crew, que adentraram a residência destruída.
A matéria publicada na época trouxe críticas sobre a edição de imagens da BBC. A família sustenta que o ocorrido agravou o trauma vivido após o ataque.
Contexto e desdobramentos
O caso ocorre em meio a outros acontecimentos recentes envolvendo a BBC: a renúncia do diretor-geral Tim Davie, anunciada em novembro, e uma série de debates sobre práticas editoriais da emissora.
No cenário externo, Donald Trump moveu uma ação de difamação contra a BBC, buscando US$ 10 bilhões, por supostas edições de um discurso de 2021. Em paralelo, Ofcom avaliou, em outubro, um documentário que omitiu ligação entre um narrador e um Hamas oficial, concluindo que houve “fonte significativa de engano”.
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