- Morass econômico nos EUA com alto risco de crise financeira, bolsa sobrevalorizada, IA impulsionando crescimento ainda não materializado, dívida elevada e possibilidade de perda de dezenas de trilhões de dólares em riqueza.
- Dissolução da ordem liberal e ascensão de um sistema multipolar, com recuo dos EUA, expansão de BRICS e busca por novas organizações e moedas alternativas.
- Nova era nuclear em gestação: modernização dos arsenais, expiração do New START e Doomsday Clock em oitenta e nove segundos, com IA, cyber e armas anti-satélite aumentando vulnerabilidades.
- Rebeldia da Gen Z como vetor de instabilidade política noSul Global, com protestos, erosão de empregos e dívidas públicas elevadas em várias regiões.
- Disrupção causada pela inteligência artificial: perda de empregos, incertezas econômicas e risco de bolha de investimentos, além de competição tecnológica acirrada com a China.
A 2026 promete mundo mais instável. Riscos globais ganham peso diante de um cenário de interregno, com retração de garantias democráticas e ascensão de potências rivais. O documento destaca as principais ameaças, sem apontar culpados únicos.
Entre os temas, destaca-se a ascensão de um novo eixo nuclear, a dissolução de uma ordem liberal e mudanças profundas nas alianças. A análise aponta tensões excedentes em várias regiões, além de avanços tecnológicos que redefinem economia e segurança.
A seguir, os dez riscos listados para 2026, apresentados de forma resumida e factual, com foco no que pode acontecer, quem estaria envolvido, quando, onde e por quê.
1. Morass Econômico de Trump
Economistas alertam para possível colapso financeiro, com ativos supervalorizados e IA impulsionando parte do crescimento. Queda de ações pode afetar riqueza de consumidores. Debates sobre regulação de cripto e dívida externa ganham força.
2. Dissolução da Ordem Global
Poderes como EUA, Rússia e China promovem alternativas ao antigo sistema liberal. Relações multilaterais fragmentadas aumentam o risco de cooperação insuficiente em crises sanitárias, climáticas ou financeiras.
3. Giro dos EUA para o Hemisfério Ocidental
Política externa dos EUA mira mais ativo regionalmente, com impactos sobre a segurança europeia e a Ucrânia. Possíveis negociações de cessar-fogo envolvem aliados, abrindo espaço para reajustes de alianças e recursos militares.
4. Nova Era Nuclear
O Relógio do Juízo Final marcou 89 segundos. Corrida de modernização nuclear avança, com testes possíveis e proliferação em países como Irã, Índia, Paquistão. AIA, ciberataques e armas anti-satélite elevam vulnerabilidades.
5. Rebelião da Gen Z
Juventude global, principalmente no Sul Global, demanda mudanças rápidas. Protestos desde 2024 derrubaram governos em alguns países. Déficits de emprego, censura e dívidas elevadas alimentam tensões, com impactos políticos e sociais amplos.
6. Putin Fortalecido
Rússia avança no conflito com a Ucrânia, buscando ganhos territoriais e maior influência europeia. A coalizão ocidental enfrenta dificuldades para reagir de forma unificada, com possível cisão entre EUA e aliados.
7. Declínio Climático
Medidas climáticas recuadas refletem no poder de países emergentes que dependem de combustíveis fósseis. Fenômenos extremos afetam agricultura, saúde e estabilidade econômica, elevando pressões sobre políticas públicas.
8. Oriente Médio Instável
Gaza, Irã e Hezbollah seguem como fatores de risco. Ações militares, sanções e mudanças de proteção regional geram volatilidade, enquanto EUA reforçam compromissos com parceiros como Arábia Saudita e Qatar.
9. IA como Disruptor
IA promete avanços em saúde e ciência, mas também ameaça empregos e pode ampliar desigualdades. Investimentos maciços não refletem, ainda, retorno financeiro, gerando temores de bolha e de consumo excessivo de energia.
10. Instabilidade na Ásia-Pacífico
Relações India-China mantêm tensões, com foco na região, comércio e segurança ferroviária. Tensões entre Índia e Paquistão, além de cenários de competição tecnológica, alimentam o risco de choques regionais por fronteiras e recursos.
Esses temas formam um quadro de polycrise, com múltiplos problemas interligados. A avaliação aponta alta probabilidade de crises, exigindo vigilância constante, transparência de dados e cooperação internacional robusta para mitigar impactos globais.
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