- A Office of the Australian Information Commissioner inicia a primeira varredura de conformidade, com 60 empresas em seis setores.
- O foco é verificar políticas de armazenamento, duração e envio internacional de dados pessoais.
- Estão incluídas imobiliárias, concessionárias de carros, bares, casas de penhores e outros negócios que coletam dados em situações rápidas e urgentes.
- As empresas podem ser multadas em até $66,000 se as políticas de privacidade não atenderem aos padrões legais.
- A varredura ocorre em janeiro, destacando a necessidade de políticas claras sobre como os dados são armazenados e compartilhados.
O Office of the Australian Information Commissioner (OAIC) lançou a primeira varredura de conformidade, abrindo investigação sobre 60 empresas em seis setores de alto risco. A ação busca verificar políticas de armazenamento, duração de retenção e envio de dados para o exterior, sob a ameaça de multas de até 66 mil dólares.
A iniciativa foca em práticas de coleta de dados em situações de vantagem percebida pelo consumidor, como solicitações presenciais de informações em visitas a imóveis e em estabelecimentos que exigem identificação para entrada ou contratos. A verificação terá andamento ao longo de janeiro.
As regras aplicadas pela OAIC exigem que as políticas deixem claro como e por que os dados são armazenados, por quanto tempo e se são enviados para o exterior. A autoridade monitora a conformidade em setores com maior probabilidade de coleta rápida de dados pessoais.
Entre os setores listados estão imobiliárias, concessionárias de automóveis e casas de aluguel, além de pubs, drogarias que emitem recibos digitais e casas de penhores. A varredura também abrange lojas de carros e locais que coletam documentos de identidade para aluguel ou test drive.
James Voortman, CEO da Australian Automotive Dealer Association, destacou que criminosos cibernéticos visam concessionárias para obter dados de clientes, citando histórico de incidentes. Ele afirmou que novas concessionárias investem em proteção de dados.
Especialistas apontam que empresas do ramo imobiliário já foram criticadas por coletar informações além do necessário, como extratos bancários ou perfis em redes sociais, com o risco de manter dados por períodos excessivos.
O OAIC informou que, ao final da varredura, poderá aplicar sanções para políticas que não estejam alinhadas às normas legais. A entrada em vigor da fiscalização ocorreu após críticas anteriores à coleta de dados nessas atividades.
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