- A revisão do acordo EUA-México-Canadá (USMCA) deve chegar a uma conclusão até 1º de julho, podendo manter, ajustar ou romper o pacto, o que impacta o comércio na região.
- A Copa do Mundo de 2026, realizada entre os três países, pode influenciar a imagem dos EUA no México e na região, especialmente diante de questões migratórias.
- Brasil, Colômbia, Costa Rica, Haiti e Peru devem realizar eleições presidenciais em 2026, com possíveis mudanças na política externa e de segurança.
- A disputa pela Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas envolve candidatos da região, como Michelle Bachelet, Rebeca Grynspan e Alicia Bárcena, além de nomes dos EUA e de outros países.
- Países latino-americanos trabalham políticas de minerais críticos, com foco em desenvolver cadeia de valor local ante investimentos da China, EUA e União Europeia.
O próximo ano promete definições estratégicas para a América Latina, em meio a disputas comerciais, eleições e a corrida pela liderança da ONU. O foco está na relação entre EUA, Canadá e México, no andamento da revisão do USMCA e no impacto da Copa do Mundo de 2026, realizada nos três países.
A revisão do acordo trilateral, com prazo até 1º de julho, pode manter, ajustar ou romper regras comerciais. México e Canadá desejam manter o texto atual; os EUA estudam alternativas, incluindo acordos bilaterais com cada país. A volatilidade do cenário norte-americano adiciona incerteza.
Ao mesmo tempo, o Mundial de 2026 ameaça influenciar a percepção pública sobre os EUA e a região, especialmente no México. Ações migratórias e políticas de vistos podem repercutir na experiência de torcedores latino-americanos e caribenhos durante o torneio.
Odes pela liderança global
A eleição para a próxima Secretaria-Geral da ONU está em pauta, com candidatos da região, como Alicia Bárcena, Rebeca Grynspan e Michelle Bachelet, entre outros. O processo envolve apoio internacional e a necessidade de respaldos além de Washington.
No front político, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Haiti e Peru vão realizar eleições presidenciais em 2026. A Colômbia poderá substituir o presidente Petro, com impacto sobre políticas de drogas e autonomia externa. A vitória de um governo conservador pode reverter alinhamentos regionais.
A necessidade de transição no Brasil, diante da reeleição de Lula, também é vista como marcador de rumo econômico e de infraestrutura na região. Mudanças podem afetar parcerias estratégicas e planos de integração sul-americana.
Minerais críticos e cooperação externa
Bolívia busca atrair investimentos privados para lithium e ampliar a exploração de minerais, enquanto o Brasil discute políticas de processamento local de minerais críticos. China e União Europeia sinalizam interesse em cooperação nesse setor, junto aos EUA.
A gestão desses recursos pode definir o crescimento industrial da região nas próximas décadas. Países latino-americanos avaliam como usar minerais estratégicos para desenvolver tecnologia e manufatura locais, sem depender de regras impostas por potências externas.
Segurança e política pública
O combate ao crime organizado permanece como tema central das eleições regionais, com atenção internacional e maior dotação de recursos de segurança. Em 2026, Chile, Colômbia e Peru devem manter o foco na violência e na governança.
Alguns líderes regionais sinalizam apoio a ações anti-cartel apoiadas por Washington, mas há risco de desgaste político caso a pressão externa se intensifique. Eventos de alto tensionamento podem influenciar o debate público e as campanhas.
Entre na conversa da comunidade