- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou ajudar os manifestantes iranianos caso as forças de segurança ataquem os protestos.
- Os choques na sexta-feira vêm após semanas de descontentamento que deixaram mortes e representam a maior contestação interna aos iranianos em anos.
- Perto disso, o governo respondeu com advertências de repressão a aglomerações, enquanto autoridades locais relatam prisões de dezenas de pessoas.
- O líder conservador Ali Larijani e autoridades iranianas criticaram a intervenção dos EUA e alertaram sobre desestabilização da região.
- No âmbito interno, o presidente Masoud Pezeshkian sinalizou abertura ao diálogo, mas o governo mantém medidas para conter o movimento, com inflação alta e desvalorização do rial.
DUBAI, 2 de janeiro – o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou ajudar os manifestantes no Irã caso as forças de segurança ataquem o movimento, em meio a protestos que deixaram mortos e representam a maior crise interna para autoridades iranianas em anos. A fala foi feita em postagem nas redes sociais.
O governo iraniano reagiu com cautela. O líder supremo não comentou diretamente, mas Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional, advertiu que intervenção externa desestabilizaria toda a região. Em meio aos relatos, autoridades iranianas enfatizam que o país apoia aliados na região.
No território iraniano, as manifestações se intensificaram nas províncias ocidentais de Lorestan e Chaharmahal e Bakhtiari, com confrontos entre demonstrantes e forças de segurança. Ao menos seis pessoas teriam morrido desde quarta-feira, segundo órgãos estatais e grupos de direitos.
A cobertura aponta detenções significativas, com a ONG Hengaw informando mais de 29 detidos, incluindo curdos, Lors, mulheres e crianças. Em Lorestan, autoridades judiciais prometeram tolerância zero a ações ilegais, enquanto a imprensa local relatou ataques a uma delegacia e mortes adicionais em áreas da região.
Paralelamente, o governo sob o presidente eleito Masoud Pezeshkian buscava abrir espaço para diálogo com líderes do movimento, ainda que reconhecesse falhas administrativas que contribuíram para a crise econômica. O rial perdeu valor após medidas de liberalização cambial.
As tensões ocorre em um contexto de inflação elevada, sanções ocidentais e ataques aéreos anteriores na região. Autoridades iranianas mantêm a narrativa de que a instabilidade interna não beneficia a população nem a segurança regional.
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