- África do Sul pediu reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para discutir o ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
- O governo sul-africano afirma que as ações violam a Carta das Nações Unidas, que proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de outro país.
- A nota oficial acrescenta que a Carta não autoriza intervenções militares externas em assuntos de jurisdição interna de uma nação soberana.
- A África do Sul diz que invasões de Estados soberanos geram instabilidade e aprofundam crises, além de que o uso unilateral da força mina a ordem internacional e a igualdade entre as nações.
- O ataque ocorre em meio a acusações dos EUA sobre um suposto cartel venezuelano, com recompensa de US$ 50 milhões anunciada pela prisão de Maduro.
O governo da África do Sul solicitou ao Conselho de Segurança da ONU que se reúna com urgência para tratar do ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela. O episódio resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. A cobrança ocorre após ações descritas como violação da Carta das Nações Unidas.
Em comunicado oficial, a África do Sul afirma que o uso da força contraria a proibição de agressão contra a integridade territorial e a independência política de Estados soberanos. A nota também sustenta que a intervenção externa em assuntos internos não é autorizada pela carta comum.
O governo sul-africano enfatiza que invasões militares deste tipo geram instabilidade regional e prejudicam a ordem internacional. Segundo o texto, a ação dos EUA mina o princípio de igualdade entre as nações.
Contexto internacional
O anúncio ocorre em meio a críticas a intervenções diretas dos Estados Unidos na América Latina. Comentários oficiais apontam que a medida pode ter motivações estratégicas, incluindo controle de recursos energéticos.
Analistas ouvidos por veículos independentes questionam a existência de um cartel denominado De Los Soles, citado pelas autoridades norte-americanas como alvo da operação. Não houve divulgação de provas apresentadas pelos EUA.
O governo de Donald Trump tinha oferecido recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Críticos veem a ação como tentativa de reduzir a influência de adversários globais dos EUA na região.
Entre na conversa da comunidade