- Lula afirmou neste sábado que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro ultrapassam uma linha inaceitável e ferem a soberania venezuelana.
- O presidente disse que os atos representam afronta gravíssima à soberania da Venezuela e criam precedente perigoso para a comunidade internacional.
- Uma reunião ministerial no Itamaraty, às 10h, deve analisar a situação e definir medidas cabíveis.
- Especialistas apontam que o principal interesse de Washington é o petróleo venezuelano; o governo americano afirma que Maduro será julgado por narcoterrorismo e outros crimes.
- O Brasil condena o uso da força, defende o multilateralismo e se coloca à disposição para o diálogo e a cooperação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na manhã deste sábado 3 que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro ultrapassam uma linha inaceitável. Lula destacou que tais atos afrontam a soberania venezuelana e criam um precedente perigoso para a comunidade internacional.
Segundo Lula, os acontecimentos lembram os piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe, colocando em risco a região como zona de paz. Ele reiterou que o Brasil condena a ação e defende o multilateralismo e o diálogo.
Uma reunião ministerial no Itamaraty está marcada para começar às 10h, com o objetivo de avaliar a situação e definir medidas úteis diante dos ataques. O encontro reunirá ministros para alinhavar a posição brasileira.
Reação brasileira e análise externa
Especialistas apontam que o interesse norte-americano no petróleo venezuelano é um fator provável por trás da ação. As informações indicam que o governo dos EUA informou que Maduro será julgado por narcoterrorismo e tráfico de drogas.
As autoridades brasileiras devem discutir respostas diplomáticas, incluindo chamados ao respeito ao direito internacional e à proteção da soberania venezuelana. O Itamaraty trabalha para manter o canal de diálogo aberto com parceiros internacionais.
A Organização das Nações Unidas é citada como espaço para resposta internacional robusta, segundo a leitura de parte do corpo diplomático brasileiro. O Brasil se coloca na defesa de um caminho de cooperação e solução pacífica de disputas.
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