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Roraima monitora impactos de ataque dos EUA na fronteira com a Venezuela

Fronteira com Venezuela permanece aberta; Roraima monitora impactos da ofensiva dos EUA e reforça cooperação diplomática para manter a paz regional

Brasília (DF), 03/01/2026 - Vista da entrada da fronteira Venezuela - Brasil em Pacaraima. Foto: Jean Oliveira/Arquivo pessoal
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  • O governo de Roraima afirmou que acompanha, em contato com a União, os desdobramentos na Venezuela para evitar impactos na rotina da população, mantendo a fronteira aberta e o monitoramento ativo.
  • Na madrugada, as Forças Armadas dos Estados Unidos teriam feito bombardeios em Caracas; o presidente Donald Trump disse ter capturado Nicolás Maduro.
  • O prefeito de Pacaraima, Waldery D’avila, manifestou preocupação com os ataques e disse que acompanha a situação com as forças de segurança para manter a estabilidade na região fronteiriça.
  • Um servidor federal brasileiro relatou ter saído de Santa Elena de Uiarén por rota alternativa; a fronteira brasileira estava aberta para brasileiros, enquanto venezuelanos enfrentavam restrições.
  • O governo brasileiro afirma que a fronteira com a Venezuela é extensa, a região permanece tranquila e monitorada, e questões internacionais devem seguir por meio do diálogo diplomático para evitar escalada.

O governo de Roraima informou, em nota divulgada neste sábado, que acompanha os desdobramentos na Venezuela e as possíveis repercussões para a estabilidade regional, mantendo o compromisso com a paz e a segurança da população.

Segundo a nota, pela posição geográfica, Roraima mantém cooperação com países vizinhos, incluindo Venezuela e Guiana, e está em contato permanente com órgãos da União para monitorar impactos na rotina local.

A administração estadual reforça que questões internacionais devem ser conduzidas por meio do diálogo, evitando escaladas que afetem o bem‑estar dos povos da região. O monitoramento segue ativo.

Pacaraima

O prefeito Waldery D’avila manifestou preocupação com os ataques ocorridos na madrugada em Caracas e afirmou que trabalha com as forças de segurança para manter a estabilidade na região fronteiriça.

Um servidor federal brasileiro, 54 anos, que estava na cidade fronteiriça de Santa Elena de Uiarén, relatou que atravessou a fronteira por rota alternativa após o fechamento das entradas pela manhã.

Ele contou que, ao retornar ao Brasil, houve restrições venezuelanas para a saída de venezuelanos, e que a passagem pelo lado brasileiro permaneceu em situação relativa de normalidade, com apreensão entre alguns srs moradores.

Entenda

A intervenção militar dos EUA na Venezuela representa novo episódio de ações diretas na região, com informações sobre prisão de Maduro sob alegações de liderar suposto cartel, ainda sem comprovação comprovada por fontes independentes.

O governo americano havia oferecido recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, segundo relatos oficiais. Analistas divergem quanto aos motivos estratégicos da operação.

A fronteira Brasil‑Venezuela, com mais de 2 mil quilômetros, permanece sob monitoramento de autoridades brasileiras, que destacam medidas de cooperação para assegurar a tranquilidade na região.

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