- Trump sinalizou diálogo com Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, sobre um possível governo interino do país.
- O presidente afirmou que Marco Rubio (secretário de Estado) está cuidando do assunto e que o governo americano administraria a Venezuela por um período, sem definir prazo.
- Disse que evitar entregar o poder diretamente a venezuelanos sem uma transição adequada é essencial, citando apoio de pessoas “fantásticas” no Exército.
- Desprezou a ideia de Maria Corina Machado liderar o processo, dizendo que ela não tem apoio interno suficiente nem respeito dentro do país.
- Sobre a operação que prendeu Maduro e a esposa, Cília Flores, Trump disse haver risco de morte, relatou tiroteio e fuga tentada, e publicou uma suposta foto de Maduro a bordo do USS Iwo Jima.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a abertura de diálogo com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez, vinculada ao grupo do então presidente deposto Nicolás Maduro, sobre a possibilidade de um governo interino na Venezuela. A declaração ocorreu em Palm Beach, Flórida, na tarde de sábado.
Trump afirmou que a vice chegou a se posicionar favorável a colaborar com o que o governo americano considera necessário para a Venezuela voltar a crescer. O comentário foi feito após contatos diretos com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o secretário de Defesa, Peter Hegseth, segundo o presidente.
O relato sugere que os EUA devem administrar a Venezuela por um período, até que uma transição seja concluída. Trump indicou que o objetivo é evitar entregas de poder sem uma transição adequada e manter controle sobre a situação até restabelecer condições estáveis.
Sobre a participação de Maria Corina Machado, líder da oposição que recebeu reconhecimento internacional, o ex-presidente afirmou que ela não tem apoio interno suficiente para liderar o processo, o que, segundo ele, comprometeria a legitimidade do movimento.
Quanto à operação que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, Trump mencionou que houve resistência durante o cerco e que a ação poderia ter, em tese, encerrado com a morte de ambos. Segundo ele, houve troca de tiros entre segurança venezuelana e a equipe que efetuou a intervenção.
Pouco antes de falar aos jornalistas, Trump publicou uma imagem atribuída a Maduro em uma rede social, afirmando que o venezuelano estaria a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima. A publicação não confirma a presença real de Maduro no navio.
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