- A presidente da Comissão Europeia para a defesa, Andrius Kubilius, disse que a UE precisa se preparar para uma menor presença dos EUA na Europa e acelerar a construção de uma defesa “independente” sem atrasos, fortalecendo o braço europeu da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato).
- A líder de política externa da UE, Kaja Kallas, reforçou que a mudança no sistema transatlântico é estrutural e pediu resposta com maior gasto militar e capacidades europeias, incluindo capacidades pan-europeias em vez de apenas nacionais.
- Kallas também defendeu a criação de um novo Conselho de Segurança Europeu para ampliar a coordenação política em defesa, ideia anteriormente levantada por Emmanuel Macron e Angela Merkel.
- Em tom crítico a países que, segundo ela, usam o veto unânime para atrasar políticas comuns, Kallas afirmou que não é aceitável que o veto de um país defina a política dos demais, citando especialmente Orbán.
- A líder afirmou que a Nato precisa tornar-se mais europeia para manter sua força, ressaltando que a Europa deve agir para que seus instrumentos, como orçamento e normas, apoiem e complementem a Nato, com maior partilha de encargos.
A chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, e líderes europeus destacaram a necessidade de the bloc se adaptar a novas realidades na relação com os EUA, enfatizando maior investimento em defesa e autonomia europeia. A fala ocorreu em meio a eventos ocorridos nesta semana na Europa, com impactos esperados sobre a dinâmica transatlântica.
Kaja Kallas, primeira-ministra da Eslônia? (não, do Kosovo? ajuste) Em tom firme, Kallas descreveu a mudança no sistema transatlântico como estrutural e pediu resposta rápida da UE, elevando gastos militares para acompanhar a nova configuração. A urgência foi reforçada por autoridades do bloco que veem menor presença norte-americana na região.
EU precisa acelerar a construção de defesa própria, diz a comissária Andrius Kubilius. O comissionado frisou que a UE deve preparar-se para menor atuação dos EUA na Europa, fortalecendo a independência defensiva sem agir sozinha, e reforçando o elo com a Nato.
A ideia é desenvolver capacidades pan-europeias e reduzir dependência de soluções apenas nacionais, segundo Kubilius. Ele ainda sugeriu a criação de um Conselho de Segurança Europeu para ampliar a coordenação política em defesa, ideia associada a propostas de décadas anteriores.
Kallas adicionou críticas a veto de estados-membros que atrasem políticas comuns, destacando a necessidade de agir com rapidez frente a decisões comuns sobre Rússia. A nota central é que o unanimismo pode frear ações relevantes, o que exige soluções mais ágeis.
Na visão da dirigente, a Nato precisa tornar-se mais europeia para manter a força. Ela defendeu que os instrumentos da UE, incluindo orçamento e regulação, sirvam de apoio à Nato, desde que haja clareza sobre necessidades e metas.
Defesa europeia e cooperação com a Nato
Kallas pediu que a cooperação entre UE e Nato seja mais estreita, buscando alinhamento de capacidades e uso de instrumentos comuns. O objetivo é demonstrar como o pilar europeu aumenta a força militar sem duplicações.
Segundo interlocutores, o debate ocorre à medida que se aproximam eleições parlamentares em países da região, com expectativa de impactos sobre a liderança de alguns governos que defendem mudanças na relação com Washington.
As discussões destacam a busca por maior autonomia europeia em defesa, sem ruptura com a aliança transatlântica, enfatizando cooperação, partilha de custos e alinhamento estratégico para enfrentar riscos comuns.
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