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Ex-primeira-dama sul-coreana é condenada a 20 meses de prisão

Kim Keon-hee é condenada a vinte meses de prisão por corrupção; absolvida de manipulação do mercado de ações e financiamento de campanhas

A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon Hee, chega ao gabinete do promotor especial em Seul, Coreia do Sul 06/08/2025 Reuters/Kim Hong-Ji/Proibida reprodução
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  • Ex-primeira-dama sul-coreana Kim Keon-hee foi condenada a 20 meses de prisão por corrupção pelo tribunal de Seul.
  • Ela foi absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e de violação das leis de financiamento de campanhas eleitorais.
  • O veredito ocorre depois da prisão do marido, o presidente conservador Yoon Suk-yeol, relacionado com a declaração da lei marcial no fim de 2024.
  • Kim alegou inocência, mas reconheceu ter cometido erros e pediu desculpas por ter causado problemas, dizendo ser uma pessoa sem importância.
  • O caso também envolve desdobramentos políticos, com o presidente vetando tentativas de abertura de investigação contra a esposa; a notícia acompanha ainda a condenação de Han Duck-soo, ex-primeiro-ministro, a 23 anos por cumplicidade no caso da lei marcial.

Um tribunal sul-coreano condenou hoje Kim Keon-hee, ex-primeira-dama da Coreia do Sul, a 20 meses de prisão por corrupção. A decisão ocorreu em Seul, após a prisão do marido, o presidente cessante Yoon Suk-yeol, por atos relacionados à declaração da lei marcial em 2024. A sentença foi anunciada pelo juiz Woo In-sung, do tribunal do distrito central de Seul.

Kim Keon-hee foi absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e violação das leis de financiamento de campanhas eleitorais. A acusação havia solicitado uma pena de 15 anos por corrupção e fraude.

Condenações e acusações

A ex-primeira-dama, de 53 anos, estava sob investigação por supostos benefícios recebidos de empresários, interferência em contextos eleitorais e ligações com a Igreja da Unificação, conhecida como seita Moon. Também eram apontados cerca de 170 mil euros em subornos.

Durante o processo, a defesa sustentou inocência e pediu desculpas por supostos erros de gestão, afirmando que as acusações eram injustas. O veredito manteve o foco nos atos de corrupção, sem extrapolar para outras áreas.

Contexto político e desdobramentos

Yoon Suk-yeol vetou três tentativas do Parlamento de abrir investigação sobre a esposa, sendo a última em novembro de 2024, pouco antes da declaração de lei marcial. O caso de Kim acompanha a condenação anterior de Han Duck-soo, ex-primeiro-ministro do governo, por cúmplice em relação à lei marcial.

As investigações também resultaram na prisão de Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação, que afirma ter milhões de seguidores mundialmente e grande influência econômica. O processo segue com desdobramentos judiciais ligados ao tema.

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