- A agenda de imigração de Donald Trump, que ajudou na vitória dele em 2024, começa a soar como liabilities para os republicanos nas eleições de meio mandato.
- Uma pesquisa da Reuters/Ipsos mostra aprovação de 39% para a condução de Trump na imigração, com 84% dos republicanos apoiando-o, mas cerca de um quinto dizendo que os agentes federais foram longe demais.
- A Operação Metro Surge, em dezembro, mobilizou quase 3 mil agentes de imigração em Minneapolis e St. Paul e esteve no centro de confrontos que resultaram na morte de Renee Good e de Alex Pretti.
- Há sinalização de recalibração da estratégia: possível redução de agentes em Minnesota e foco em deportações mais restritas, sob supervisão da Casa Branca.
- Alguns republicanos criticaram a escalada, enquanto democratas veem oportunidade eleitoral; o debate foca em moderados e eleitores independentes, que podem influenciar o resultado de novembro.
A política de imigração de Donald Trump, que ajudou a eleger o presidente em 2024, passa a ser vista como ameaça às perspectivas dos Republicanos nas eleições de meio de mandato de novembro. A abordagem rígida ganhou apoio parcial da base, mas enfrentaria resistência entre eleitores independentes.
Pesquisas mostram aprovação menor de Trump no tema, com 39% dos americanos aprovando o manejo da imigração. Mesmo assim, 84% dos republicanos apoiam o líder, enquanto parte do eleitorado teme medidas agressivas contra migrantes.
Operação Metro Surge, lançamento de dezembro, enviou quase 3 mil agentes federais a Minneapolis e St. Paul. Dois mortos ocorreram durante confrontos com agentes em protestos, aumentando a pressão sobre a estratégia de imigração.
Os eventos em Minnesota provocaram críticas de governadores e parlamentares republicanos. Alguns dirigentes pedem fim das ações indiscriminadas e redução do efetivo, mirando apenas deportações de uma faixa mais crítica.
O Departamento de Segurança Nacional defende a linha de atuação, destacando objetivos de remover indivíduos perigosos e de intensificar a colaboração com autoridades locais. A Casa Branca sinalizou ajustes na operação.
Analistas consultados pela Reuters apontam dilemas para o partido. A pressão é manter o apoio de moderados e independentes sem abrir mão de uma linha firme contra a imigração ilegal, que continua no centro da agenda.
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