- Mil moradores e famílias atingidas protestaram na Assembleia Legislativa de Lagos contra demolições em Makoko, slum flutuante.
- O governo de Lagos, com a polícia e escavadeiras, demoleu casas de madeira erguidas sobre estacas perto de linhas de alta tensão, alegando construções ilegais.
- A polícia atirou gás lacrimogêneo para dispersar a manifestação; uma pessoa sofreu ferimento na perna e foi encaminhada ao hospital.
- Os manifestantes não obedeceram à ordem de dispersão e pediram audiência com o governador, cuja sede fica nas proximidades.
- Makoko abriga entre oitenta mil e duzentas mil pessoas; Lagos é uma megacidade com mais de vinte milhões de habitantes, enfrentando déficit de moradias e assentamentos informais.
O policial dispersou uma manifestação em Lagos com gás lacrimogênio, após moradores protestarem contra demolições na favela flutuante de Makoko. Um manifestante ficou ferido, segundo relatos de testemunhas.
Mais de 1.000 moradores e famílias afetadas participaram do ato, que ocorreu perto da capital comercial na quarta-feira. Eles exigiam que o governador de Lagos os recebesse, após o atual confronto com as autoridades.
As demolições, conduzidas pela prefeitura com apoio de polícia armada e retroescavadeiras, visam casas construídas ilegalmente perto de linhas de alta tensão. As estruturas são principalmente palafitas de madeira sobre a água.
Contexto local
Makoko, tradicional vila de pescadores há mais de um século, abriga milhares de moradores de baixa renda. Não há dados oficiais sobre a população, com estimativas entre 80 mil e 200 mil, segundo organizações não governamentais.
Situação de Lagos
A megacidade de Lagos tem uma população estimada acima de 20 milhões. A falta de moradias contribui para o crescimento de assentamentos informais e ilegais, aumentando a pressão sobre políticas habitacionais.
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