- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o tempo para Teerã chegar a um acordo está acabando e que uma frota liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln avança para o Irã, pronta para cumprir missões com velocidade e violência, se necessário.
- Ele afirmou que a meta é obter um acordo sem armas nucleares, benéfico para todas as partes, e pediu que o Irã volte à mesa de negociações rapidamente.
- Diplomatas europeus acompanhavam a possibilidade de crise e havia apreensão sobre possíveis retaliações iranianas; Israel também demonstrou preocupação com a escalada.
- O Irã disse que não negocia sob ameaças, mas está disposto a conversar sem pré-condições, conforme mensagens do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, repassadas a Steve Witkoff.
- Países árabes (Arábia Saudita, Qatar e Egito) discutem formas de reabrir negociações sem que Teerã aceite condições prévias; Turquia sugeriu separar demandas sobre mísseis do tema nuclear.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que o tempo para um acordo com o Irã está se esgotando e que uma grande armada está se deslocando rapidamente em direção ao país, com disposição para agir se necessário. A declaração foi feita em rede social.
Trump descreveu a frota liderada pelo porta-voz nuclear USS Abraham Lincoln como maior do que a enviada ao afastamento de Maduro, na Venezuela, e disse estar pronta para cumprir missões com rapidez e, se preciso, com violência. O objetivo apresentado seria evitar armas nucleares.
O comentário ocorre em meio a tensões crescentes entre Washington e Teerã, após ataques anteriores a alvos nucleares iranianos e pressões para frear o programa. Diplomatas europeus aguardam sinais de crise e observam possíveis retaliações israelenses.
Ação militar e negociações
Autoridades iranianas sinalizam que não negociam sob ameaças, mas se mostraram abertas a conversas sem pré-condições, segundo informações de fontes diplomáticas. O Irã afirma manter posição de exigir condições para negociações.
O ministério das Relações Exteriores iraniano não confirmou planos de ataque, mas indicou disposição para discussões com mediadores regionais. Arábias vizinhas estudam formas de reabrir diálogo sem exigir resultados pré-definidos.
Reações internacionais
Teerã descentralizou o contato com representantes de Arábia Saudita, Catar e Egito, que buscam mediação para evitar uma escalada. A Turquia enfatizou que questões de mísseis e de apoio a milícias não devem atrapalhar negociações nucleares.
Ainda segundo relatos, Israel tem mantido estreita coordenação com aliados ocidentais, avaliando cenários de resposta a possíveis ações militares. Países do Golfo mostram cautela quanto ao uso de bases ou espaço aéreo para operações.
Contexto e desdobramentos
Especialistas apontam que, recentemente, o foco de Washington tem sido limitar a capacidade de mísseis de longo alcance do Irã e impedir avanços no enriquecimento de urânio. O Irã já pediu garantias para evitar novas sanções.
Após ataques anteriores, a dação de Teerã sofreu abalo econômico, com desvalorizações cambiais e inflação alta. As plataformas de inteligência acompanham sinais de mobilização militar na região.
Cenário atual
O Irã afirma que não atacará países considerados não inimigos e ressalta que adotará medidas defensivas diante de o aumento das hostilidades. Diplomatas destacam a importância de evitar uma escalada que envolva terceiros.
Entre na conversa da comunidade