- O governo da Hungria vai reembolsar parcialmente os custos de aquecimento em janeiro, no valor de 50 bilhões de forints ($157,14 milhões), diante do frio.
- A medida prevê um desconto de 30% para consumidores domésticos de energia, financiado por fundos públicos e um imposto sobre fornecedores de energia.
- O pacote faz parte de gastos ampliados antes das eleições de abril, com o premiê Viktor Orbán buscando dinamizar a economia.
- A mudança nos subsídios energéticos representa parte de um sistema já robusto, que, segundo a Comissão Europeia, equivalia a cerca de 1% do PIB em 2024.
- Analistas alertam para pressão nas contas públicas, com projeção de déficit em relação ao PIB potencialmente maior neste ano.
O governo da Hungria vai reembolsar parcialmente o aumento de custos com aquecimento em janeiro, diante de temperaturas muito baixas. O valor divulgado é de 50 bilhões de forints, cerca de 157 milhões de dólares. A medida visa conter o impacto no orçamento familiar antes das eleições de abril.
Quem fala: o ministro de Energia, Csaba Lantos, em coletiva de imprensa. O primeiro-ministro Viktor Orbán e o chefe de gabinete, Gergely Gulyás, apresentaram os detalhes da ajuda, que deve beneficiar famílias que consomem energia por meio de redes de gás ou calor.
O anúncio ocorre em Budapeste, com o governo buscando estimular a economia antes das eleições marcadas para 12 de abril. Orbán caminha para manter o poder diante de pesquisas que indicam vantagem da oposição em cenários recentes.
A medida prevê um desconto de 30% para os consumidores domésticos. O financiamento virá parcialmente de recursos do governo e de uma taxação sobre fornecedores de energia, segundo o governo.
Estrutura de subsídio e impactos fiscais
As alterações no sistema de subsídios de energia ajustam o formato de apoio, que respondeu por cerca de 1% do PIB em 2024 e 0,5% em 2023, segundo estimativas da Comissão Europeia. A UE recomenda redução gradual do esquema.
Analistas avaliam que os pacotes de gastos comedem o orçamento, com impactos na classificação de risco. A Fitch já havia revisado o panorama da dívida húngara para negativo no ano passado, citando pressões fiscais.
O governo depende fortemente de importações de energia da Rússia, mantendo a participação mesmo durante o conflito na Ucrânia. A dependência recebeu críticas de aliados da UE e da OTAN.
Estimativas de cenário indicam que o déficit público pode chegar a 5,5% do PIB neste ano, sinalizam operadores de mercado, o que pode elevar cautela sobre as contas públicas.
Contexto econômico e político
Fontes próximas ao governo destacam que as medidas visam estabilizar a demanda interna diante da inflação, que recuou dos patamares de 2023. A popularidade de Orbán é testada pela situação econômica e pela agenda de gastos.
O pacote de janeiro se soma a movimentos de gasto já anunciados pelo governo antes do pleito, com foco em sustentar a recuperação econômica. A eleição pode redefinir o ritmo de políticas energéticas e fiscais no país.
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