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O que traz e o que não traz a nova Estratégia de Defesa Nacional de Trump

Pentágono divulga nova Estratégia de Defesa, com foco na defesa do território e da região ocidental, fronteiras e Irã; Taiwan não é mencionada

U.S. President Donald Trump attends a cabinet meeting at the White House on Jan. 29. Win McNamee/Getty Images
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  • O Pentágono divulgou silenciosamente a nova Estratégia Nacional de Defesa, adotando um tom mais próximo de campanha e destacando a linha “America First”.
  • A defesa do território dos EUA é prioridade, com foco em segurança de fronteiras e cooperação com o Departamento de Segurança Interna para selar fronteiras e deportar ilegais.
  • A estratégia busca restabelecer domínio militar na região da América, seguindo uma versão da Doutrina Monroe atualizada e enfatizando acesso a áreas-chave como o Canal do Panamá, Golfo da América e Groenlândia, com apoio de aliados.
  • China aparece como tema, mas a ênfase é dissuasória no Indo-Pacífico, com menor ênfase em Taiwan, cuja menção é praticamente ausente.
  • Volta a apresentar Rússia, Irã e Coreia do Norte como ameaças, mas apresentadas como problemas gerenciáveis por aliados e com maior esforço de compartilhamento de encargos.

O Pentágono divulgou silenciosamente a nova National Defense Strategy (NDS), documento-chave de política de defesa dos EUA, na última sexta-feira, após meses de atraso. A NDS critica o “ordem internacional baseada em regras” e reforça o impulso do governo em alinhavar uma visão mais unilateral de segurança.

O texto reforça o American First, com críticas a gestões anteriores e prioriza a defesa do território e da região latino-americana em detrimento de intervenções prolongadas. A publicação também elogia a atuação da administração, apresentando fotografias do presidente e do secretário de Defesa.

Homeland defense figura entre as prioridades centrais, com foco em controle de fronteiras, repelir invasões e cooperação com o Departamento de Segurança Interna para deportação de estrangeiros ilegais. A defesa do território nacional é apresentada como primeira responsabilidade das Forças Armadas.

A estratégia amplia o papel de aliados na Eurásia, descrevendo maior compartilhamento de encargos. Também indica dependência de instrumentos de dissuasão para dificultar ações de adversários na região, com ênfase em estabilidade estratégica com a China e descompressão de tensões.

Taiwan recebe atenção reduzida na NDS, sinalando que a contenção da China deve ocorrer por meio de força estratégica e não por confronto direto. O documento menciona, no entanto, preocupações com o aumento militar chinês. A ilha não é citada explicitamente no texto.

Além de China, a NDS aborda Rússia, Irã e Coreia do Norte como ameaças, porém as trata como desafios gerenciáveis para aliados próximos aos EUA, com ênfase em aumentar a cooperação internacional e o papel de parceiros regionais.

A divulgação coincide com críticas internacionais a Trump e com ações recentes na América Latina, incluindo operações contra o governo venezuelano e tensões diplomáticas com Cuba. Analistas avaliam impacto da NDS na confiança de parceiros externos.

Mudanças de pessoal e operações

O governo, segundo relatos, tem promovido mudanças na gestão da fronteira, com substituições em cargos de autoridade na área de segurança interna. A atuação de oficiais envolvidos em operações recentes permanece sob escrutínio de comissões e da imprensa.

No âmbito tecnológico, houve dificuldade administrativa após a divulgação de incidentes envolvendo documentos sensíveis, vinculados a agências de defesa cibernética, que enfrentam investigações internas sobre procedimentos de segurança da informação.

Ameaças e ações em curso

Entre os assuntos de maior atenção estão as ameaças do governo Trump contra o Irã, com insinuadas operações militares como forma de pressionar negociações sobre o programa nuclear. A administração também avalia opções estratégicas na região do Golfo e no Mar Mediterrâneo.

O secretário de Relações Exteriores, Marco Rubio, participou de audiência no Senado para tratar da legalidade e transparência das operações na Venezuela, incluindo a captura do governo venezuelano e ataques a alvos marítimos, conforme relatos de participantes e assessorias.

Agenda rápida

  • Congresso dos EUA enfrenta prazo para evitar shutdown parcial até sexta-feira, 30 de janeiro.
  • Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, visita Japão no fim de semana.
  • Rússia, EUA e Ucrânia deverão realizar negociações trilaterais em Abu Dhabi, em 1º de fevereiro.
  • Costa Rica realiza eleições gerais; oito países da OPEC+ também se reúnem.
  • Em 3 de fevereiro, Trump recebe o presidente colombiano Gustavo Petro na Casa Branca.

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