- Em dois momentos, 2003 e 2004, Jeffrey Epstein e Ghislane Maxwell enviaram pacotes ao ex-presidente José María Aznar, chegando o primeiro ao Palácio da Moncloa e o segundo à Fundação FAES. O envio de 2003 custou 32,62 dólares.
- O destinatário do primeiro pacote aparece registrado como “Presidente e Ana Aznar. Complejo de La Moncloa” e o envio seguinte foi para a Faes, com valor de 49,87 euros.
- Nos documentos, o endereço da Faes é confirmado por um e‑mail em que o filho de Aznar informa o endereço da fundação, assinado com “Besos, Jose”.
- O segundo envio ocorreu em maio de 2004, ao endereço da Faes, com recibo de envio.
- A equipe próxima a Aznar afirma que o ex‑presidente não o conhece e não tem relação com Epstein; os arquivos são parte de documentos dos EUA divulgados em 30 de janeiro de 2026.
O Departamento de Justiça dos EUA desclassificou mais de três milhões de documentos de Jeffrey Epstein, revelando, entre outros itens, recibos de envios a José María Aznar. Os pacotes teriam sido enviados em 2003 e 2004, quando o ex-presidente espanhol já deixara o cargo. Os itens não indicam conduta inadequada por parte de Aznar.
Segundo os registros, Epstein e sua parceira Ghislaine Maxwell enviaram dois pacotes aos Aznar. O primeiro, em setembro de 2003, foi despachado de Nova York para o Palácio da Moncloa. O valor do frete, pago à FedEx, foi de 32,62 dólares, com o destinatário registrado como “Presidente e Ana Aznar. Complejo de La Moncloa”.
Em maio de 2004 houve o segundo envio, desta vez ao despacho da Fundação FAES, na calle Juan Bravo, em Madrid. O recibo aponta 49,87 euros pagos à mesma empresa de transportes. Famílias próximas ao ex-presidente negam conhecer Epstein, afirmando não ter qualquer relação com o financiador.
Envios a Aznar e Faes
O material também traz um e-mail do filho de Aznar, sugerindo a página de Faes, firmado com “Besos, Jose”. Os registros ressaltam que o ex-presidente não residia na Moncloa na época. official sources do entorno dizem que Aznar não tem ligação com Epstein e que não o conhece.
A nota contextualiza que a relação de Aznar com os EUA durante o segundo mandato ficou marcada pelo alinhamento político com Washington, incluída a proximidade com George W. Bush. O material não configura irregularidade, segundo as fontes, e não indica envio a outros ex-presidentes espanhóis.
Há ainda menção a um gasto de 1.050 dólares em outubro de 2003, registrado em um listado de agente de viagens utilizado por Epstein. Não é possível confirmar se corresponde ao ex-presidente ou ao filho, que, na época, atuava no mercado financeiro em Londres.
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