- Aproximadamente 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou estão desaparecidos desde a invasão da Ucrânia, há quase quatro anos.
- Segundo o CSIS, esse volume de baixas não era visto desde a Segunda Guerra Mundial, e os ganhos territoriais russos desde 2022 ficaram em cerca de 12%.
- A Ucrânia mantém vantagem defensiva com estratégia de defesa em profundidade, e as baixas russas são estimadas em 2,5 para 1 em relação às ucranianas.
- O impacto econômico é grave: a guerra praticamente excluiu a Rússia do ranking de potências mundiais, com crescimento de 0,6% em 2025 e queda tecnológica.
- O relatório indica que Putin dificilmente aceitará um acordo de paz sem maior pressão externa, sugerindo continuidade do conflito.
Cerca de 1,2 milhão de soldados russos foram mortos, feridos ou considerados desaparecidos desde a invasão da Ucrânia, há quase quatro anos. O número, divulgado pelo CSIS, destaca perdas históricas para uma potência militar. A Rússia ampliou território ucraniano sob seu controle em apenas 12% desde 2022.
O relatório aponta que a ofensiva russa teve ganhos limitados no campo de batalha, mesmo com o alto custo humano. A Ucrânia mantém vantagem defensiva, segundo a análise, com estratégia de defesa em profundidade que envolve trincheiras, minas e drones.
As baixas russas superam as da Ucrânia, em cerca de 1,2 milhão contra 500 mil a 600 mil, dependendo da fonte. Moscou registrou entre 275 mil e 325 mil mortos em combate, ante 100 mil a 140 mil da Ucrânia, segundo o CSIS.
A comparação histórica é contundente: as perdas russas na Ucrânia são cinco vezes maiores que o total de guerras russas e soviéticas desde a Segunda Guerra Mundial. O relatório cita a incapacidade de reposição rápida como fator-chave.
Impacto econômico da guerra
O estudo sustenta que o custo do conflito praticamente tirou a Rússia do topo das potências econômicas globais. O crescimento ficou em 0,6% em 2025, com indústria e consumo em dificuldades, além de mão de obra escassa.
Moscou também perdeu espaço tecnológico: não há empresas russas entre as 100 maiores de tecnologia, e a Rússia ocupa a 28ª posição em um ranking sobre IA, entre 36 países avaliados.
O documento aponta que, sem maior pressão externa, Putin tende a manter negociações prolongadas, com o objetivo de obter vantagens econômicas e militares, mesmo diante de baixas significativas.
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