- A enviada dos Estados Unidos para a Venezuela, Laura Dogu, chegou a Caracas no sábado, em meio a uma retomada gradual das relações bilaterais.
- Segundo o ministro venezuelano de Relações Exteriores, Yván Gil, a visita pretende estabelecer um roteiro de interesses e resolver divergências por diálogo e via direito internacional.
- Dogu disse em X que chegou e que a equipe está pronta para trabalhar.
- As relações vêm se movimentando desde a captura de Nicolás Maduro e avanços como um acordo para exportar até 2 bilhões de dólares em óleo venezuelano para os EUA; a vice-presidente interina Delcy Rodríguez busca relações internacionais mais equilibradas e respeitosas.
- Caracas divulgou propostas como uma lei de amnistia para centenas de presos e a transformação do Centro Penitenciário Helicoide em um centro para esportes e serviços sociais.
A enviada principal dos Estados Unidos para a Venezuela, Laura Dogu, chegou neste sábado a Caracas, em meio ao lento restabelecimento das relações bilaterais rompidas em 2019 durante o governo de Nicolás Maduro. A visita ocorre no momento em que os dois países buscam reconstruir canais de diálogo diplomático.
Segundo o chanceler venezuelano Yván Gil, a viagem visa estabelecer um roteiro de assuntos de interesse mútuo e superar diferenças por meio do diálogo diplomático, com base no direito internacional. A declaração foi divulgada via Telegram.
Dogu informou, por meio de uma publicação na X (ex-Twitter), que chegou à Venezuela e que sua equipe está pronta para trabalhar. A missão acontece em meio a negociações de cooperação econômica e política entre Caracas e Washington, que têm avançado gradualmente após anos de atrito.
A relação entre as nações ganhou impulso após o retorno de Delcy Rodríguez à presidência interina, com promessas de buscar relações internacionais mais equilibradas e respeitosas. O governo americano tem mantido postura de engajamento cauteloso.
Entre os desdobramentos recentes, foi anunciado um acordo para exportar até 2 bilhões de dólares em crude venezuelano para os EUA. Rodríguez também mencionou uma possível lei de amnistia para centenas de presos e a transformação do complexo de Helicoide, em Caracas, em centro de esportes e serviços sociais, conforme divulgado pela imprensa.
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