- Chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio falaram por cerca de 20 minutos no fim da tarde, alinhando prioridades para o encontro entre Lula e Trump, previsto para março.
- A conversa ocorre após um contato de cinquenta minutos entre os dois presidentes na semana passada e a confirmação de uma visita de Lula aos Estados Unidos.
- Ambos desejam anunciar, na Casa Branca, a superação da crise do tarifaço e de sanções a autoridades brasileiras, além de lançar iniciativas conjuntas, como um plano de combate ao crime organizado.
- Vieira deve se reunir com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na próxima semana para tratar das tarifas que impactam cerca de vinte por cento das exportações brasileiras.
- A visita de Lula a Trump é prioridade para o Brasil, visando manter bons laços e evitar interferências de Washington na eleição brasileira; o formato e a data exata ainda não foram definidos.
O chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversaram por telefone no fim da tarde de hoje, cerca de 20 minutos. O objetivo foi alinhar prioridades para o novo encontro entre Lula e Trump, previsto para ocorrer em março, nos Estados Unidos.
O diálogo ocorre após uma conversa de 50 minutos entre Lula e Trump na segunda-feira, quando ficou acertada a visita do presidente brasileiro aos EUA. Ambos buscam anunciar, no encontro, a superação da crise provocada por tarifas e sanções, além de lançar iniciativas conjuntas, como um plano de combate ao crime organizado.
Para avançar a agenda bilateral, Vieira deverá manter, na próxima semana, contatos com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA (USTR). O tema central envolve tarifas que pesam sobre cerca de 20% das exportações brasileiras para os EUA.
Avanços esperados na agenda bilateral
A visita de Lula a Trump é considerada prioridade na política externa brasileira, dada a importância do aliado e o interesse de manter boas relações com o governo americano. O objetivo é evitar interferências de Washington na eleição brasileira de outubro.
Em julho do ano passado, a gestão Trump impôs sanções e tarifas ao Brasil, citando questões políticas envolvendo Jair Bolsonaro e decisões do STF sobre redes sociais. A tensão é vista como superada, mas questões como ações na Venezuela e o Conselho da Paz seguem como fatores de atenção.
Lula já sugeriu, durante o diálogo com Trump, ajustes no escopo do Conselho da Paz, propondo que trate da situação em Gaza e que a Autoridade Palestina passe a participar. O Planalto entende que é improvável que a proposta seja adotada, mas visa manter o canal diplomático aberto.
O formato da visita — reunião de trabalho ou visita de Estado — ainda não foi definido, e a data permanece sem confirmação. O objetivo é manter a comunicação fluida entre as equipes para evitar surpresas.
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