- Lord Mandelson deveria depor perante o Congresso americano sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein, segundo ministro britânico.
- Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA sugerem que Epstein enviou ao ex‑embaixador dos EUA três pagamentos de US$ 25 mil, totalizando US$ 75 mil.
- Mandelson afirmou não ter registro nem lembrança de ter recebido tais somas e questionou a autenticidade dos documentos, dizendo que lamenta ter se associado a Epstein.
- Em mensagens de 2009, Mandelson teria concordado em tentar mudar a política do governo sobre bônus de banqueiros, a pedido de Epstein; um segundo pagamento a cônjuge dele também é citado.
- Reações incluem pressão para Mandelson prestar depoimento e discussões sobre possível perda de título; há dúvidas sobre se os pagamentos chegaram às contas mencionadas.
Mandelson deve prestar depoimento ao Congresso dos EUA sobre vínculos com Epstein, aponta ministro britânico, conforme documentos que indicam que o finançador abusivo enviou US$ 75 mil ao ex-embaixador dos EUA. Os papéis, divulgados pelo Departamento de Justiça americano, situam pagamentos de US$ 25 mil cada um vinculados ao ex-parlamentar britânico.
Os extratos bancários mostram três pagamentos distintos de Epstein a contas associadas a Mandelson. O ex-político britânico afirmou não ter registro ou lembrança desses valores e questionou a autenticidade dos documentos. Ele também reconheceu que foi um erro manter a relação com Epstein e pediu desculpas às vítimas.
O ministro da Habitação, Comunidades e Governo Local da Grã-Bretanha, Steve Reed, disse que Mandelson tem uma obrigação moral de esclarecer o que sabe sobre Epstein. Reed informou que qualquer pessoa com informações relevantes deve colaborar, para ajudar as vítimas a buscar justiça.
O coordenador do Partido Trabalhista, Keir Starmer, enfrenta pressão para decidir se Mandelson deve retornar ao Parlamento como peer. A controvérsia ganhou novo impulso após a divulgação de mensagens em que Mandelson, então ministro, sinalizava tentar alterar políticas sobre bônus de bancos a pedido de Epstein.
Entre os documentos, há uma nota de 2003 que mostra um pagamento feito a uma conta no Barclays, com Mandelson e sua então parceira, Reinaldo Avila da Silva, identificados nos registros. Outros dois pagamentos, em 2004, aparecem em contas do HSBC com Mandelson identificado como beneficiário.
Fontes próximas a Mandelson afirmam que os documentos podem conter erros e não devem ser considerados como prova de irregularidades. O Departamento de Justiça já informou que arquivos de Epstein podem incluir imagens ou documentos falsos.
Em comunicação de 2009, Epstein pediu a Mandelson a possibilidade de mudar política tributária sobre bônus de banqueiros. A resposta indicava que o tema estava sendo perseguido, com o Tesouro envolvido na análise. Também há relatos de repasses envolvendo o marido de Mandelson para custear um curso de osteopatia.
Além disso, imagens de Mandelson em trajes íntimos foram divulgadas, com o político afirmando não conseguir lembrar o local ou a circunstância da foto. A repercussão política permanece em discussão, sem conclusão formal anunciada.
Reação de parlamentares continua a ocorrer. Christine Jardine, deputada liberaldemocrata, defende que Mandelson apresente-se para depor diante do Congresso, ressaltando a obrigação de colaborar com as autoridades para esclarecer os abusos de Epstein. Já Andy McDonald, do Labour, pediu que Mandelson seja afastado do partido caso haja comprovação de irregularidades.
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