- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que o envio de forças militares estrangeiras ou infraestrutura na Ucrânia seria intervenção estrangeira e tornaria tais contingentes alvos legítimos para as Forças Armadas russas, citando o ministro Sergei Lavrov.
- A declaração afirma ainda que unidades, instalações, armazéns e outra infraestrutura ocidentais em solo ucraniano são inaceitáveis e representam ameaça direta à segurança da Rússia.
- O texto também elogia o governo de Donald Trump por buscar uma resolução para o conflito e compreender as razões subjacentes ao confronto.
- Os EUA lideram esforços para negociações; uma segunda reunião tripla entre russos, ucranianos e representantes de Emirados Árabes Unidos está prevista para esta semana.
- Kyiv mantém posição de não ceder território, especialmente no Donbas; Moscou já afirmou que não tolerará presença de tropas ocidentais na Ucrânia.
A Rússia afirmou que o envio de forças militares estrangeiras ou de infraestrutura na Ucrânia seria visto como intervenção externa e trataria esses efetivos como alvos legítimos, segundo o Ministério das Relações Exteriores, citando o ministro Serguei Lavrov. Moscou incluiu unidades, instalações e estoques.
O anúncio ocorre no contexto de questionamentos sobre a presença ocidental no território ucraniano. O ministério afirmou que contingentes estrangeiros, incluindo alemães, seriam alvos das Forças Armadas Russas caso implantados na Ucrânia, aumentando a tensão entre Moscou e países ocidentais.
O governo russo destacou que está atento aos esforços norte-americanos para facilitar negociações sobre o conflito. Washington lidera tentativas de diálogo e uma nova rodada de reuniões tripartites com representantes russos e ucranianos estaria prevista para esta semana nos Emirados Árabes Unidos.
Contexto adicional aponta que a questão da cessão de território reconhecido internacionalmente continua sendo um obstáculo importante para qualquer acordo de paz. Kyiv mantém posição de não ceder toda a região de Donbas.
A fala de Lavrov reforça a postura de Moscou sobre a presença ocidental na região e sugere que qualquer participação estrangeira pode influenciar as tratativas em curso, incluindo as negociações em estágio inicial com foco nas causas do conflito.
Fonte: Reuters
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