- A Argentina assinou um Instrumento Marco para o Fortalecimento do Suprimento em Mineração e Processamento de Minerais Críticos com os EUA, durante reunião em Washington, fortalecendo a parceria estratégica.
- O Brasil participou do encontro, representado pela Embaixada em Washington, mas disse que ainda avalia se integrará o grupo.
- O acordo busca consolidar cadeias de valor sólidas, atrair investimentos de longo prazo e atender à demanda global por minerais críticos.
- O vice‑presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou que pretende formar um bloco comercial de minerais críticos, e há menção a possível viagem do presidente Lula a Washington.
- A Argentina, quarta maior produtora mundial de lítio, pretende aumentar exportações e investimentos, com metas de mais de US$ 30 bilhões em exportações até o fim da próxima década.
O governo argentino assinou um novo acordo com os EUA para o fornecimento e processamento de minerais críticos, após reunião em Washington nesta quarta-feira (4). O objetivo é fortalecer uma cadeia de suprimentos segura, resiliente e competitiva, segundo a chancelaria de Buenos Aires.
O Brasil participou do encontro de forma multilateral, mas informou que ainda avalia sua integração ao grupo. A participação brasileira ocorreu por meio da Embaixada do país em Washington, sem anúncio de decisão final.
Brasil avalia ingresso ao grupo de minerais
J.D. Vance, vice-presidente dos EUA, ressaltou a intenção de criar um bloco comercial de minerais críticos com aliados. Fontes do Planalto disseram à Reuters que ainda não houve decisão sobre a adesão brasileira.
Contexto da cooperação entre Argentina e EUA
Na prática, a assinatura consolida a cooperação entre os dois países para ampliar cadeias de valor e facilitar investimentos produtivos de longo prazo. O Ministério argentino cita previsões de exportações acima de US$ 30 bilhões até o fim da próxima década.
A Argentina também destacou o papel do setor de mineração na economia, com foco em lítio, entre os minerais avaliados. Dados do governo apontam que o país é o quarto maior produtor mundial de lítio, atrás de Austrália, Chile e China, com reservas entre as maiores do mundo.
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