- Díaz-Canel afirmou que Cuba “não está sozinho” e que deverá ampliar as energias renováveis diante das ameaças de bloqueio energético dos Estados Unidos.
- O país enfrenta desabastecimento de combustível e apagões, com quatro semanas de geração a diesel zerada.
- Em dois mil e vinte e cinco, Cuba instalou mais de mil megawatts em cerca de quarenta e nove parques fotovoltaicos, gerando trinta e oito por cento da energia consumida no dia.
- A participação de fontes renováveis na matriz energética cresceu de três por cento, antes de dois mil e vinte e três, para dez por cento em dois mil e vinte e cinco.
- Diana-Canel afirmou que as medidas coercitivas norte-americanas reforçam a prioridade de avançar na transição para fontes renováveis.
Díaz-Canel afirmou nesta quinta-feira que Cuba não está sozinha e que o país aposta na expansão de fontes de energias renováveis diante de ameaças dos Estados Unidos de aplicar um bloqueio energético à ilha. O pronunciamento ocorreu em um momento de crise de combustível e tensões envolvendo Washington, que intensificou medidas contra Havana.
O presidente cubano ressaltou que não pode detalhar todas as ações em andamento, mas garantiu apoio de governos, empresas e instituições estrangeiras para enfrentar o cenário. Ele também citou o impacto de tarifas e de medidas coercitivas dos EUA sobre o abastecimento de petróleo em Cuba, sem divulgar nomes específicos de parceiros ou acordos.
O governo norte-americano debate ações para coibir venda de petróleo bruto a Havana e ampliou o tom de pressões sobre o regime, em contexto de instabilidade regional. Antigo foco de tensões, a crise afeta diretamente o abastecimento de combustível na ilha de 11 milhões de habitantes, agravando déficits energéticos.
Ações dos EUA e impactos
Díaz-Canel informou que o desabastecimento de combustível provocou queda de geração com geradores a diesel nas últimas quatro semanas. A depender da rede de termelétricas baseada em petróleo nacional e de parques solares, a situação energética oscila conforme a disponibilidade de recursos.
Em 2025, Cuba instalou mais de 1.000 megawatts de geração por meio de cerca de 49 parques fotovoltaicos, que passaram a responder por 38% da energia consumida durante o dia. O presidente indicou que, antes de 2023, a participação das renováveis era de 3%, subindo para 10% em 2025.
Avanços e perspectivas energéticas
Díaz-Canel destacou que a transição para fontes renováveis ganha prioridade na agenda econômica cubana, especialmente diante das pressões externas. Ele afirmou que os parques fotovoltaicos ajudam a evitar piora do déficit energético durante o dia, e que a estratégia é manter o foco na diversificação de fontes para reduzir a vulnerabilidade do setor elétrico.
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