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Barragem da Renascença Etíope desperta esperanças energéticas e apreensão

GERD inaugura maior usina da África, expandindo a interligação energética regional, mas elevando tensões com Egito e Sudão e dúvidas sobre o atendimento doméstico na Etiópia

Tigray Farmer, Ethiopia.
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  • A Grand Ethiopian Renaissance Dam (GERD) é a maior usina hidrelétrica da África, com 5.150 MW de capacidade e 1.780 metros de extensão, orçada em US$ cinco bilhões; inaugurada em nove de setembro de dois mil e vinte e cinco.
  • Etiopía financiou o projeto com recursos próprios, recebendo também empréstimos e investimentos chineses; a inauguração contou com a presença de líderes de Djibuti, África do Sul, Somália e Quênia.
  • Egito e Sudão contestam a obra, com o Cairo classificando o empreendimento como ilegal e pedindo à Organização das Nações Unidas que intervenha; o governo egípcio ameaça adotar medidas para defender seus interesses.
  • Países vizinhos já firmaram acordos de energia, como a Kenya-Ethiopia Power Purchase Agreement, com construção de linha de transmissão de 500 kilovolt e início de fornecimento de 200 MW por três anos, chegando a 400 MW posteriormente.
  • No Brasil, a etiópia enfrenta desafios internos de energia: mais de cinquenta e seis por cento das residências não têm acesso confiável, levando a debates sobre o mix entre uso doméstico e exportação de energia, enquanto a meta é atingir setenta e cinco por cento de acesso até 2030.

A Grande Barragem da Renascença da Etiópia (GERD) voltou ao centro do debate regional após a inauguração oficial, em 9 de setembro de 2025. O empreendimento, iniciado em 2011, gerou tensões entre Etiópia, Egito e Sudão, com acusações sobre violações de leis internacionais por parte de Addis Ababa.

A usina está localizada no Nilo Azul, tem 1770 metros de extensão e capacidade de 5.150 MW, sendo a maior da África em termos de potência. O custo foi estimado em US$ 5 bilhões, com financiamento principalmente interno, além de empréstimos e investimentos chineses.

A cerimônia de inauguração contou com a presença de presidentes de Djibuti, Sudão do Sul, Somália e Quênia. O líder queniano ressaltou que a hidrelétrica pode promover desenvolvimento regional e reforçar relações comerciais com a Etiópia, especialmente no setor de energia.

Egito não participou do ato. autoridades egípías afirmaram que a construção do GERD, sem acordo com os países rioNil, viola o direito internacional e representa uma ameaça aos direitos de 150 milhões de pessoas no Sudão e no Egito.

Em carta ao Conselho de Segurança da ONU, o Egito pediu que a Assembleia exerça pressão para que a Etiópia cesse práticas consideradas unilaterais. O Egito advertiu que pode tomar medidas para proteger seus interesses, caso haja agravamento da situação.

Nível de água no Nilo depende de acordos regionais. A Etiópia afirma que o GERD é crucial para o abastecimento doméstico e para a venda de energia aos vizinhos, como Quênia, Sudão e Djibuti. O governo etíopia espera ampliar o comércio de energia na região, em linha com iniciativas da União Africana.

Estudos sobre possíveis impactos de falha catastrófica no GERD indicam alagamentos em Cartum em cerca de 10 dias e subida de água no reservatório de Nasser, no Egito, acima de níveis de segurança. Técnicos ressaltam a necessidade de planos de emergência devido à localização na região de Rift Valley.

Governos de Cairo e Cartum destacam riscos de queda na produção agrícola local se a participação na água for reduzida. Analistas afirmam que o panorama atual exige acordos firmes para evitar danos econômicos e assegurar o uso responsável do recurso comum.

Enquanto isso, a Etiópia continua a vender energia para países da região. Espera-se que, no futuro, a rede regional tenha maior coordenação para estabilidade da grid e expansão de transmissão, com metas de ampliar o acesso elétrico doméstico no país e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

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