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Chefe de firma de lobby ligada a Mandelson deixa cargo após Epstein

Ben Wegg-Prosser deixa Global Counsel após revelações sobre Epstein, acentuando crise e fim da relação entre Mandelson e a consultoria

Ben Wegg-Prosser founded Global Counsel with Peter Mandelson in 2010.
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  • Ben Wegg-Prosser deixou o cargo de CEO da Global Counsel, após a divulgação de arquivos que mostram o envolvimento de Epstein na criação da empresa em 2010.
  • Os e-mails indicam que Peter Mandelson e Wegg-Prosser buscaram a ajuda de Jeffrey Epstein, então condenado, para estruturar a firma e atrair clientes.
  • A Global Counsel tem fortes ligações com o Labour e já prestou serviços a clientes como Palantir; o Barclays já rompeu vínculos com a empresa.
  • A firma informou que está em processo de venda da participação de Mandelson; Rebecca Park passou a figurar como CEO e a operação depende de aprovações.
  • A empresa afirma que Epstein não teve papel na criação ou nas atividades da Global Counsel; Wegg-Prosser disse que Epstein não teve envolvimento adicional.

Ben Wegg-Prosser deixou o cargo de CEO da Global Counsel, firma de lobby fundada com Peter Mandelson, após a divulgação de arquivos sobre Jeffrey Epstein. A saída ocorreu na sexta-feira, segundo comunicação aos clientes.

A Global Counsel enfrenta crise após evidências de que Epstein foi consultado durante a criação da empresa em 2010. Os emails mostram envolvimento de Mandelson e Wegg-Prosser no planejamento e no contato com o ex-forfamente condenado por crimes sexuais.

Barclays já encerrou relação com a empresa, ampliando a pressão sobre a consultoria. A firma informou que prosseguem as ações para separar Mandelson da sociedade, com a venda de participação já em curso.

A diretoria informou aos clientes que houve acordo para a alienação das ações de Mandelson, com conclusão prevista ainda no dia em curso, sujeita a aprovações. Wegg-Prosser deixará o conselho, mantendo o status de fundador.

Rebecca Park passou a ser apontada como CEO pela Global Counsel, segundo o site da empresa, sem menção a Wegg-Prosser. Park ingressou em 2021 e tem passado por posições no setor financeiro.

Conforme registros, Mandelson detinha 21% das ações até outubro de 2025; Wegg-Prosser possuía 29%. A transferência prevista deverá completar a partir das aprovações regulatórias, isolando Mandelson da gestão.

Os arquivos revelam ainda tentativas de Epstein de obter posições remuneradas com grandes empresas, como BP e Glencore, após derrotas eleitorais de Labour. Rokos Capital também informou que interromperia tratativas sobre um papel de consultoria envolvendo Mandelson.

A Global Counsel afirmou que Epstein nunca integrou a estrutura ou o funcionamento da empresa. A instituição destacou que a firma foi criada por Wegg-Prosser e Mandelson com investimento inicial da WPP, em 2010, e que o negócio opera de forma independente.

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