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Morte de cantora por mordida de serpente provoca indignação na Nigéria

A morte de Ifunanya Nwangene acende debate sobre disponibilidade de antídotos para mordeduras de cobra na Nigéria e medidas do Senado

Ifunanya Nwangene, en una imagen de su cuenta de Instagram.
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  • A cantora nigeriana Ifunanya Nwangene, de 26 anos, foi mordida por uma serpente enquanto dormia em seu apartamento em abuja no dia 31 de janeiro e morreu em decorrência de complicações neurotóxicas.
  • Ela procurou atendimento em dois hospitais da capital, mas nenhum dispunha do antídoto adequado; um amigo tentou comprar o medicamento em uma farmácia, mas não houve tempo.
  • O Senado pediu medidas urgentes para que hospitais tenham estoque mínimo de antídotos contra mordeduras de serpente e para campanhas de conscientização sobre atendimento médico imediato.
  • O Centro Médico Federal de abuja informou que a morte ocorreu por complicações neurotóxicas graves da mordedura e deterioração rápida, conforme relato de colegas da cantora.
  • Global e autoridades ressaltam que mordeduras de serpente causam cerca de 138 mil mortes por ano no mundo, com maior incidência em zonas rurais e entre populações vulneráveis, e que a disponibilidade de antídotos influencia diretamente os desfechos.

Ifunanya Nwangene, cantora nigeriana de 26 anos, morreu após mordedura de serpente em Abuja, no dia 31 de janeiro. A artista, conhecida como Nanyah, foi ao menos a um hospital buscando tratamento, mas não havia antídoto disponível. Um amigo chegou a ir a uma farmácia, sem sucesso, e a cantora acabou falecendo.

A confusão sobre o antídoto levou a uma série de relatos conflitantes. Segundo o irmão da vítima, o primeiro hospital não tinha o medicamento. No Centro Médico Federal de Abuja, a equipe administrou um antídoto polivalente, mas não houve melhoria. O diretor do grupo de coral Amemuso descreveu que precisavam de neostigmina e de doses adicionais do antídoto, que já teriam acabado no hospital. Ao retornar, a família e amigos encontraram Nwangene sem vida.

Partes oficiais apontam a morte como decorrente de complicações neurotóxicas graves da mordedura e de deterioração súbita. A família relatou luto e descreveu o desfecho como devastador. O FMC informou, em nota, que o quadro foi de deterioração rápida após a mordedura.

Queda na infraestrutura e resposta institucional

Especialistas destacam que no país convivem 29 espécies de serpentes, com várias potencialmente venenosas. A disponibilidade de antídotos é irregular, e as condições de atendimento variam entre regiões. A empresa Global Rescue afirma que o acesso limitado a antídotos eleva a mortalidade, sobretudo em áreas rurais.

Em reação ao episódio, o Senado apresentou uma moção para que o governo federal e os estados mantenham estoques mínimos de antídotos em hospitais, com foco nas áreas de maior presença de ofídeos. A Casa Alta também pediu campanhas de conscientização sobre a necessidade de atendimento médico imediato. O presidente do Senado, Godswill Akpabio, expressou pesar aos familiares.

Segundo a OMS, mordeduras de serpente causam cerca de 138 mil mortes por ano no mundo, com grande parte dos casos em países subdesenvolvidos. A organização aponta que muitos falecimentos são evitáveis quando há recursos adequados e acesso rápido a antídotos.

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