- Após a queda de dois generais em janeiro, a Comissão Militar Central ficou com apenas Xi Jinping e um vice-presidente, Zhang Shengmin; nos últimos dois anos, mais de uma dezena de oficiais-generais ativos foram investigados.
- Xi tem atuado com maior rigor contra a cúpula militar do que contra funcionários civis, fortalecendo o controle via o sistema de comando do presidente da CMC.
- O modelo concentra poder no presidente, mas depende de presidentes-vice para executar ordens, criando redes de poder proxy que podem ganhar influência própria.
- Esses vice-presidentes, com indicação e poder de veto, podem interpretar e implementar ordens de forma independente, levando Xi a realizar purgas para manter lealdade e informações confiáveis.
- As purgas visam estreitar o controle do Partido Comunista sobre as Forças Armadas, mas podem comprometer a operação diária e a circulação de informações verdadeiras, tornando a segurança potencialmente frágil.
Após a queda de dois generais de alto escalão no final de janeiro, Zhang Youxia e Liu Zhenli, a China Central Military Commission (CMC) ficou reduzida ao presidente Xi Jinping e ao vice-presidente Zhang Shengmin. Nomes de oficiais superiores na PLA foram alvo de investigações nos últimos dois anos.
Xi intensificou a limpeza no topo do maior comando militar do país, movendo-se com rigor contra oficiais de carreira, mais do que contra figuras civis. A repetição de demissões sinaliza uma tentativa de centralização do poder dentro da CMC.
Contexto estratégico
O núcleo do poder está sob o modelo de liderança pessoal criado por Xi desde 2014, que busca o controle total sobre assuntos militares. O objetivo é manter a lealdade à figura do presidente, e não a decisões colegiais.
Desafios operacionais
A estrutura de comando depende de vice-presidentes que implementam ordens e exercem influência. A dependência de assessores próximos cria redes de poder paralelas, dificultando a execução fiel das instruções de Xi.
Implicações para a PLA
Ao concentrar a autoridade, Xi enfrenta o dilema de centralizar decisões sem um comando direto diário. Generais e comissários políticos atuam como gargalos de informações e como potenciais contrapesos.
Perspectivas de estabilidade
A ofensiva anticorrupção no setor militar é mais agressiva que no governo civil. Sua continuidade pode afetar a confiança nas tropas, a disponibilidade de capacidades técnicas e a eficiência da reforma militar em curso.
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