- Cuba passou a ser prioridade na agenda internacional do governo mexicano, com apoio público a Havana diante da pressão dos EUA.
- A defesa de Cuba envolve o movimento Morena, com manifestações de autoridades e membros do partido fortalecendo laços e criticando o bloqueio econômico.
- Dois navios da Armada mexicana partiram de Veracruz levando 814 toneladas de víveres para Cuba, em operação rápida de ajuda humanitária.
- O governo mexicano busca manter a ajuda sem confrontar as sanções americanas, enquanto negocia a retomada dos envios de petróleo.
- A relação México-Cuba tem raízes históricas e é destacada pela continuidade da cooperação, com visitas à embaixada cubana e reconhecimento de Díaz-Canel.
A crise em Cuba virou prioridade na agenda internacional do governo mexicano. Frente à pressão dos EUA, o país tem reiterado apoio à ilha e denunciado a asfixia econômica promovida por Washington, mantendo o diálogo com Havana. A linha de atuação é acompanhada por integrantes do governo e do partido Morena, que veem a crise como pauta ideológica interna.
O governo informou que dois navios da Armada deixaram Veracruz com 814 toneladas de mantimentos para Cuba, numa resposta rápida para evitar interrupções humanitárias. A medida ocorre após o anúncio de sanções dos EUA e visa manter cooperação sem confrontar as sanções.
Cuba acusa o fluxo de combustível estar interrompido desde dezembro, após o fim de apoio da Venezuela. México figura entre os aliados remanescentes. A decisão mexicana também envolve a tentativa de reabrir canais de envio de petróleo, sem colocar em risco as relações com a Casa Branca.
Contexto internacional
Luisa Alcalde e outras lideranças de Morena visitaram a Embaixada de Cuba, recebendo agradecimentos do governo cubano. Na prática, o governo mexicano sinaliza solidariedade ao povo cubano ao mesmo tempo em que negocia saída para a crise energética.
A posição mexicana é descrita por fontes oficiais como resultado de uma diplomacia prudente, que busca equilíbrio entre ajuda humanitária e não confrontar diretamente as sanções dos EUA. O enfoque é preservar a cooperação bilateral sem abrir conflito com Washington.
Desde o início da escalada, a administração de Claudia Sheinbaum sustenta que a solidariedade com Cuba não deve colocar o México em risco. O portfólio de ações já inclui ajuda humanitária e contatos diplomáticos contínuos com Havana.
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