- Sarah Mullally assume como arcebispo de Canterbury e promete reconstruir a confiança na forma como a Igreja da Inglaterra lida com abusos de crianças e adultos vulneráveis.
- A líder afirmou que, no passado, a instituição “falhou tragicamente” e que a independência adequada será central no tratamento de denúncias.
- Ela destacou que as vítimas devem estar no coração de tudo e que são necessários processos robustos e transparentes, incluindo nomeação, conduta e encaminhamento de queixas.
- Mullally afirmou que, embora haja avanços, não há espaço para complacência e que é preciso ouvir vítimas e adotar processos de trauma informados.
- O anúncio ocorre após a renúncia do predecessor, o arcebispo Justin Welby, por falhas em um caso de abuso envolvendo John Smyth; a igreja também enfrentou uma queixa de Mullally em 2020 que não avançou.
Sarah Mullally assumiu como arcebispo de Canterbury e afirmou que a Igreja da Inglaterra precisa restabelecer a confiança no tratamento de abusos contra crianças e adultos vulneráveis. A declaração ocorreu em reunião do General Synod, em Londres.
Ela ressaltou que a igreja precisa de “independência adequada” no enfrentamento de acusações de abuso, indicativo de mudanças na forma de lidar com denúncias. A instituição tem sido criticada por lidar com casos internamente.
Mullally enfatizou que a proteção de menores e vulneráveis é responsabilidade fundamental, reforçada pela necessidade de transparência. A vítima deve estar no centro de todas as ações.
A nova liderança chegou após a renúncia do antecessor, Justin Welby, em meio a falhas em caso de abuso envolvendo um ex-advogado. O episódio levou a críticas sobre a atuação da cúpula da igreja.
A arquidiácona também pediu processos robustos e transparentes, com diretrizes claras sobre conduta, nomeações e tratamento de denúncias e whistleblowing. O objetivo é reconstruir confiança por meio de integridade.
Mullally mencionou ainda que, embora tenha recebido apoio de fiéis ao redor do mundo, a igreja precisa vencer resistência entre anglicanos contrários à ordenação de mulheres. Ela assume com humildade e responsabilidade.
Ela relembrou que sua trajetória começou na enfermagem, passando pela igreja, e disse que o papel atual exige calma, consistência e compaixão. A líder destacou a importância de servir aos outros.
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