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Oficial sênior chinês defende repressão firme a separatistas de Taiwan

Wang Huning pede repressão firme a separatistas de Taiwan e oposição à interferência externa para manter a estabilidade no estreito de Taiwan

CPPCC opening session in Beijing
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  • Um alto funcionário chinês pediu, neste ano, endurecer a repressão a forças separatistas de “independência de Taiwan” e combater interferência externa, para manter a paz no estreito, informou a Xinhua.
  • O quarto na linha de comando do Partido Comunista, Wang Huning, fez o apelo durante a conferência de trabalho de 2026 sobre os assuntos de Taiwan, em Pequim.
  • Ele também pediu apoio às forças “patrióticas e unificadas” em Taiwan e disse que o governo facilitará intercâmbios entre pessoas e entre comunidades através do estreito.
  • Pequim mantém a reivindicação sobre Taiwan e tem aumentado a pressão militar contra a ilha, incluindo exercícios.
  • Em ligação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Xi Jinping afirmou que a questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-americanas e pediu prudência nas vendas de armas a Taiwan, após o anúncio de um pacote de armas americano de 11,1 bilhões de dólares.

O presidente do quarto escalão do Partido Comunista da China, Wang Huning, pediu nesta semana alterações firmes contra forças separatistas de Taiwan que defendem a independência, além de oposição a interferências externas, para preservar a paz no Estreito de Taiwan. A declaração foi divulgada pela agência estatal Xinhua.

Wang Huning fez os comentários durante a Conferência de Trabalho Anual sobre os assuntos de Taiwan, realizada em Pequim, na segunda e na terça-feira. O líder destacou o apoio a forças de Taiwan que promovem a patriotismo e a reunificação, além de anunciar facilitação de intercâmbios entre as populações de ambos os lados.

O governo chinês mantém a posição de que Taiwan é território sob sua soberania, apesar da democracia liderada pela presidente taiwanesa. Nos últimos anos, Pequim intensificou exercícios militares na região e advertiu países, especialmente os Estados Unidos, contra qualquer intervenção externa.

Em paralelo, a imprensa estatal reportou uma ligação entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada. Xi afirmou que a questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações China-EUA e que Washington deve tratar com parcimônia a venda de armamentos para Taiwan.

O governo americano anunciou, em dezembro, um pacote de armas para Taiwan no valor de 11,1 bilhões de dólares, o maior já registrado. A medida ocorreu em meio a tensões regionais e a debates sobre o equilíbrio de forças no estreito. Pequim não vê as vendas como questões bilaterais aceitáveis.

Contexto e desdobramentos

  • A China reforça reiteradamente sua narrativa de soberania sobre Taiwan e acusações de interferência externa.
  • Taiwan, governado democraticamente, não reconhece a soberania de Pequim.
  • Analistas apontam que as declarações de Wang visam demonstrar firmeza diante de pressões externas e manter o controle político interno.

Investigação, apuração e redação: Beijing Newsroom. Edição: Sonali Paul e Michael Perry.

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