- O Senado da Nigéria recua e adota a transmissão eletrônica em tempo real dos resultados, após pressão de sindicatos, sociedade civil e advogados.
- A medida havia sido rejeitada na semana anterior, exigindo o upload imediato dos resultados após a contagem.
- Protestos foram realizados em frente ao parlamento, cobrando alinhamento com a Câmara dos Representantes, que já aprovou a medida.
- Defensores da reforma dizem que a transmissão em tempo real aumenta a transparência e reduz disputas; críticos citam insegurança e cobertura de internet limitada como entraves.
- O Senado criou comissão conjunta para harmonizar o texto da lei eleitoral antes de enviá-lo para sanção do presidente, com as próximas eleições marcadas para fevereiro de 2027.
ABUJA, 10 de fevereiro (Reuters) – O Senado da Nigéria voltou atrás e aceitou exigir transmissão em tempo real de resultados eleitorais por via eletrônica, após pressão de sindicalistas, sociedade civil e advogados.
A mudança ocorreu após a Câmara dos Deputados ter aprovado a medida, rejeitada pelo Senado na semana passada. Proposta busca reduzir interferência na apuração manual.
A pressão externa já havia provocado protestos em frente ao Parlamento, com ativistas cobrando alinhamento entre as casas do Legislativo. A expectativa é evitar fraudes.
Apesar de avanços como verificação biométrica dos eleitores, grande parte da apuração permanece manual, alimentando denúncias de manipulação e de falta de transparência.
As eleições gerais estão marcadas para fevereiro de 2027, quando o presidente Bola Tinubu tentará a reeleição. Reformadores defendem a transmissão em tempo real para ampliar a confiança.
Alguns senadores argumentaram que instabilidade e cobertura de internet limitada tornam a medida inviável, mas organizações civis rejeitaram a justificativa e pediram clareza.
A Ordem dos Advogados Nigerianos afirmou que a votação inicial pode gerar disputas e abalar a confiança no sistema eleitoral. Sindicatos avisaram sobre ações de protesto.
No fim de semana, a Nigeria Labour Congress ameaçou greves nacionais ou boicote às urnas caso a cláusula não fosse mantida. O líder sindical citou ações antes, durante e após o pleito.
Os legisladores estabeleceram um comitê conjunto entre as duas casas para harmonizar a reforma eleitoral antes de encaminhar o texto a Tinubu para sanção.
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