- Um advogado ligado ao movimento “Stop the Steal”, Kurt Olsen, pressionou a Mojave Research para buscar evidências de fraude eleitoral na eleição de 2020.
- A Mojave, contratada pelo Office of the Director of National Intelligence (ODNI), avaliava vulnerabilidades de máquinas de votação usadas nas eleições de Puerto Rico em 2024, com foco em segurança.
- As máquinas foram inspecionadas por autoridades em maio, após relatos públicos sobre problemas de segurança.
- O ODNI afirma que Olsen não participou da “examinação” dos sistemas eletorais de Puerto Rico, embora reconheça interações dele com o trabalho de segurança eleitoral.
- A Mojave encaminhou um relatório ao ODNI em julho, apontando falhas no software das máquinas, mas não apresentou evidência clara que apoiasse as investigações de Olsen sobre a eleição de 2020.
Ainda não há confirmação de participação direta de Kurt Olsen em atividades oficiais da ODNI, mas relatos afirmam que o advogado, ligado ao movimento Stop the Steal, pressionou uma empresa contratada pela agência a buscar indícios de fraude eleitoral no pleito de 2020. A ação ocorreria no contexto de uma investigação sobre a votação de Puerto Rico em 2024.
O Mojave Research Inc., empresa de Reston, Virginia, foi contratada pelo Office of the Director of National Intelligence (ODNI) para avaliar vulnerabilidades de máquinas de votação usadas em Puerto Rico. A avaliação buscava identificar brechas que hackers poderiam explorar, segundo fontes familiarizadas com o caso.
Segundo as fontes, Olsen teria reiterado à Mojave a necessidade de ampliar o foco da análise para encontrar evidências que apoiassem a investigação sobre a legitimidade dos resultados de 2020. Olsen atua como special government employee desde outubro, já tendo trabalhado como advogado da campanha de Trump.
A Mojave, ao que tudo indica, manteve o foco da verificação em segurança de eleições futuras, e não em comprovação de fraude de 2020, apontam as mesmas fontes. Em menos de 2024, o contrato da Mojave com a ODNI foi encerrado, sem que fosse possível confirmar o motivo, conforme relatos.
Um representante da ODNI afirmou que Olsen não participou da “examinação dos sistemas eletrônicos de votação” em Porto Rico, mas não contestou interações dele com a agência sobre segurança eleitoral. Odin, porém, não comentou se houve envolvimento dele em outras frentes.
O presidente da Comissão de Eleições de Porto Rico, Jorge Rivera Rueda, disse que colaborará com investigações oficiais, seja em nível estadual ou federal. Não houve resposta de Olsen ou do escritório de advocacia de Olsen sobre o tema.
A investigação envolve a atuação de funcionários ligados a Trump que tentam usar o corpo de inteligência para sustentar acusações de fraude em 2020, alegação já rejeitada por decisões judiciais. Agências de inteligência não têm autorização para atuação política doméstica, segundo fontes.
A ODNI informou, em nota, que as máquinas de Porto Rico apresentavam vulnerabilidades, mas não detalhou ações previstas com base nesses achados. Em julho, a Mojave entregou um relatório à ODNI com sugestões de fortalecimento da infraestrutura eleitoral, ainda não implementadas.
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