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Justiça dos EUA suspende deportação de ativista palestino Mohsen Mahdawi

Justiça bloqueia deportação de ativista pró-Palestina nos EUA por falha na autenticação de documento, destacando proteção à expressão

Mohsen Mahdawi at a press conference in Vermont last year.
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  • Juíza de imigração bloqueou a deportação de Mohsen Mahdawi, 34 anos, estudante da Universidade Columbia e ativista pró-Palestina, residente permanente nos EUA.
  • Mahdawi foi preso pela Polícia de Imigração e Alfândega (ICE) no ano passado durante uma entrevista de cidadania em Vermont; não foi acusado formalmente de crime.
  • A decisão, proferida pela juíza Nina Froes, apontou que as evidências apresentadas pelo governo para comprovar a removibilidade eram inadmissíveis por falhas de autenticação de um memorando supostamente assinado pelo secretário de Stato Marco Rubio.
  • Os advogados do ativista afirmam que a decisão reforça o devido processo e citam a defesa de que a prisão foi retaliatória contra sua fala em defesa dos direitos palestinos; Mahdawi saiu sob fiança após habeas corpus.
  • Após a liberação, Mahdawi se formou na Columbia e, no exterior, retornou para estudar no Mestrado em Assuntos Internacionais e Públicos (SIPA) da universidade.

Um juiz de imigração bloqueou a deportação de Mohsen Mahdawi, 34, estudante da Columbia University e ativista pró-Palestina, após a prisão dele durante uma entrevista de cidadania nos EUA, em Vermont, no ano passado. A decisão ocorreu no âmbito de um recurso apresentado à justiça federal em Nova York, que envolve o processo de detenção e a liberação do ativista.

Mahdawi, residente permanente nos EUA, foi detido por agentes federais durante a entrevista de cidadania. O caso ganhou contornos legais após a prefeitura solicitar a avaliação de uma nova documentação apresentada pela administração Trump para justificar a remoção. A defesa argumenta irregularidades processuais e falhas de autenticação de um memorando atribuído ao secretário de Estado.

A juíza Nina Froes decidiu, na semana anterior, que as provas apresentadas pelo governo não eram admissíveis para comprovar a removibilidade do ativista. O tribunal observou dificuldades em autenticar documentos oficiais citados pelo governo, incluindo um memorando supostamente assinado pelo secretário de Estado.

Brett Max Kaufman, da ACLU, afirmou que a decisão ressalta a importância do escrutínio dos tribunais federais em casos de imigração, especialmente quando há alegações de violações constitucionais. A defesa destacou que, sem o recurso, Mahdawi estaria sujeito a permanecer detido por meses com fundamentos não comprovados.

Mahdawi nasceu em um campo de refugiados na Cisjordânia e imigrou para os EUA há mais de uma década. Em 2021, ingressou na Colúmbia University, onde liderou grupos estudantis e participou ativamente de iniciativas de defesa de direitos palestinos.

Em abril do ano passado, ele foi preso pelo ICE e ficou detido por mais de duas semanas, sob a acusação de uma disposição pouco usual da lei de imigração relacionada à segurança nacional. Não houve acusações formais de crime contra ele.

Os advogados também sustentam que a prisão teve motivação retaliatória para silenciar a oposição a políticas de Israel, alegando violação de direitos de expressão. Mahdawi recebeu liberdade mediante fiança após apresentar um habeas corpus em Vermont contestando a detenção.

Meses após a liberação, Mahdawi concluiu sua graduação na Colúmbia e, no segundo semestre, retornou à instituição para iniciar o mestrado no School of International and Public Affairs. O caso é visto como mais um capítulo de disputas sobre deportação de estudantes envolvidos em ativismo pró-Palestina.

Desenvolvimento recente

A decisão da juíza Froes representa um revés para os esforços da administração Trump na deportação de estudantes com envolvimento em advocacy pró-Palestina. Recentemente, tribunais já haviam negado a remoção de outra estudante turca de uma universidade de Boston em situação similar.

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