- Estudo da Universidade de Oxford mostra que treinar trabalhadores britânicos pode não reduzir a migração líquida nem sanar a escassez de habilidades.
- Atração de mão de obra local é difícil em alguns setores devido a salários e condições de trabalho pouco atrativos.
- Centenas de milhares de imigrantes recém-chegados, com vistos de estudante ou como dependentes, competem por vagas com trabalhadores britânicos.
- A restrição de vistos para estrangeiros afeta apenas uma parcela pequena da oferta de trabalho; muitos migrantes trabalham via dependentes, estudantes ou outras vias.
- Governo exige que setores-chave apresentem planos de força de trabalho, enquanto a migração líquida atinge o menor nível em cinco anos e houve redução no número de vistos emitidos.
O estudo do Migration Observatory, da Universidade de Oxford, aponta que treinar trabalhadores britânicos pode não reduzir a imigração líquida nem resolver deficiências de habilidades. A análise questiona a eficácia de políticas previstas pelo governo.
Segundo os pesquisadores, déficits de mão de obra não se devem apenas à oferta de trabalhadores locais, mas a decisões de migrantes e a remuneração e condições de trabalho. A presença de centenas de milhares de recém-chegados com visto de estudante ou como dependentes também aumenta a competição por vagas.
O relatório destaca que aumentar a força de trabalho doméstica não garante queda no fluxo migratório e reforça que as políticas de visto afetam apenas uma pequena parcela da oferta de trabalho. Dados do Home Office mostram que, desde o Brexit, 3,45 milhões de non-EU tiveram vistos, mas apenas 17% eram candidatos principais a vistos de trabalho.
Além disso, o estudo ressalta que muitas pessoas que entram no Reino Unido com autorização de trabalho não aparecem como requerentes principais de vistos de trabalho, chegando por vias familiares, estudantes ou refugiados. Profissionais ligados a áreas como saúde foram fortemente impactados por vistos de trabalho.
Mudanças na política e impactos esperados
O governo informou que, a partir deste verão, empresas de setores-chave devem apresentar um plano de força de trabalho aprovado, demonstrando treinamento de domestic workforce. Em 2025, encerrou-se a contratação de cuidadores no exterior e o acesso a vistos para vagas intermediárias, como açougueiros e cozinheiros.
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