- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, está exercendo pressão indevida para alcançar uma solução para a guerra com a Rússia.
- Zelenskiy disse, em entrevista à Axios, que aceitar trocar território não capturado pela Rússia no Donbas seria rejeitado pelos ucranianos em referendo.
- Segundo a entrevista, Trump pediu publicamente que a Ucrânia tome a iniciativa para facilitar as negociações, o que Zelenskiy chamou de injusto.
- O mandatario ucraniano disse que manter as posições atuais na linha de frente seria apoiado por um referendo, caso o acordo seja apresentado, e afirmou não se curvar facilmente à pressão.
Volodymyr Zelenskiy afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, vem exercendo pressão indevida sobre ele para avançar com um acordo de paz que encerre o conflito entre Ucrânia e Rússia. A afirmação foi dada em entrevista publicada pelo Axios no dia 17 de fevereiro. O depoimento ocorreu no contexto de negociações em Genebra.
O presidente ucraniano disse que qualquer plano que exija ceder território ao redor do Donbas, onde a Rússia não ocupou parte da região leste, seria rejeitado pela população em um referendo. Segundo a entrevista, ficar no terreno atual seria mais viável politicamente para Kyiv.
Zelenskiy também destacou que as conversas com negociadores dos EUA, incluindo o conselheiro de segurança Steve Biegun e Jared Kushner, não teriam contado com o mesmo tipo de pressão. Ele agradeceu os esforços de mediação de Trump, mas evitou citar novas condições.
De acordo com a entrevista, o líder ucraniano reiterou a importância de manter as linhas de frente atuais como base para qualquer documento de paz. O objetivo é evitar avanços que impliquem perdas territoriais significativas sem consenso popular.
O governo de Kyiv participou de negociações em Genebra quando as declarações foram divulgadas, em meio a uma fase de consultas entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos. A tensão aumenta conforme surgem propostas para mudanças no status de Donbas.
Zelenskiy ressaltou que a população não aceitaria que a Ucrânia abandonasse áreas sob controle atual, enfatizando o valor histórico e emocional dessas regiões para o país. A entrevista reforça a posição de Kyiv sobre a integridade territorial.
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